Papa lembra Sócrates e Platão para falar da oração em novo ciclo de reflexões

Bento XVI citou os filósofos Sócrates e Platão para falar da importância da oração desde a antiguidade, iniciando um novo ciclo de reflexões semanais. Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, na quarta-feira passada, o Papa disse que “rezar é falar com Deus” e apresentou “alguns exemplos de oração presentes nas culturas antigas”.

Nesse contexto, falou da “religião da Grécia antiga”, na qual identificou uma evolução “muito significativa”, em que se deixam de pedir ajudas para “todas as circunstâncias da vida quotidiana” e se passa a destacar o aprofundamento da “relação com Deus”.

“Por exemplo, o grande filósofo Platão relata uma oração do seu mestre, Sócrates, tido justamente como um dos fundadores do pensamento ocidental: «Faz com que seja belo por dentro. Que eu retenha o que é sábio e que só tenha o dinheiro que o sábio pode possuir e levar. Não peço mais»”, acrescentou.

Bento XVI falou também das “variadas orações presentes nas antigas culturas” do Egipto, Mesopotâmia e Roma, nas quais, referiu “ressalta a consciência que o ser humano tem da sua condição de criatura e da sua dependência de outrem que está acima dele e é a fonte de todo o seu bem”.

Em português, o Papa explicou que “nas próximas catequeses, como se fossem uma «Escola da Oração»”, procurando “aprender a viver mais intensamente” o relacionamento com Deus e “abordando a realidade da oração na Sagrada Escritura, nos Padres da Igreja, nos mestres de espiritualidade e liturgia”. “De facto, até as pessoas mais adiantadas na vida espiritual sentem necessidade incessante de voltar à escola de Jesus. Na verdade, é em Jesus que o ser humano se torna capaz de abeirar-se de Deus com a profundidade e a intimidade próprias duma relação entre pai e filho”, indicou.