Portugal precisa de rupturas e, claramente, não está nem quer estar preparado para elas.
António Costa
Diário Económico, 26-04-2011
Exigem-se ainda mais sacrifícios a quem há muito os suporta; diz-se que vive acima das suas possibilidades quem, muitas vezes, poucas possibilidades teve de viver; acusam-se os que, discordando de soluções negativas, recusam compromissos com elas… É moda, agora, branquear responsáveis e dizer que estamos todos no mesmo barco. Não estamos (…).
Mário Nogueira
Público, 28-04-2011
Portugal está reduzido a andar por aí, ao deus dará, a pedinchar uma esmolinha por amor da Europa.
Vasco Graça Moura
Diário de Notícias, 27-04-2011
O medo é ainda característica dominante da maneira de estar portuguesa.
Francisco J. Gonçalves
Correio da Manhã, 27-04-2011
Paralelamente ao mundo dos partidos do sistema, do poder político, do poder económico e da comunicação social, há um outro Portugal que existe.
São José Almeida
Público, 30-04-2011
Para as empresas, se os trabalhadores laborarem, digamos, mais 30 minutos por dia, tem os mesmos efeitos na competitividade que a redução do salário, porque as máquinas estão lá, os custos fixos também e mais meia hora de laboração pode aumentar a produtividade por trabalhador e logo a competitividade. É certamente uma medida desagradável, mas muito melhor que um corte no salário. Trabalhar mais meia hora é, penso, para a maioria dos trabalhadores, preferível a não conseguir pagar a prestação do banco ou não ter recursos para alimentar decentemente os filhos.
Luís Campos e Cunha
Público, 29-04-2011
