Centro Social Paroquial de São Bernardo inaugurou uma biblioteca infantil com cerca de mil livros… e um boneco que se alimenta de histórias.
Ler uma história confortavelmente sentado num puf ou numa cadeira, ouvir os pais ou os avós a ler em voz alta e levar livros emprestados para casa é agora possível no Centro Social Paroquial de São Bernardo, desde que, no dia 20 de Maio, numa sala contígua ao salão paroquial, foi inaugurada uma biblioteca infantil.
A biblioteca tem cerca de um milhar de volumes, oferecidos recentemente, excepto alguns que o Centro Social já possuía. Oferecerem-nos as crianças e suas famílias, o Plano Nacional de Leitura e um centro comercial de Aveiro como prémio do concurso de árvores de Natal que o Centro Social venceu. Elisabete Fartura, educadora de infância e directora técnica da instituição, realça que a biblioteca é o “resultado do trabalho e da generosidade de muita gente”. Até o mobiliário foi “oferecido por uma família”.
A inauguração do novo espaço, numa sala que antes era usada para a catequese paroquial, concretizou um plano antigo. “A ideia existia há muitos anos. Agora mudamos a proposta educativa e concretizamos o sonho. O projecto deste ano é «Ler o mundo», o que implica a descoberta da riqueza dos livros e a frequência da biblioteca”, explica a directora técnica.
Madrinha escritora
A festa da inauguração teve como madrinha a autora (escritora e ilustradora) Mafalda Milhões, de Óbidos, que deixou um conselho a todas as pessoas, principalmente aos pais e educadores: “Promovam a imaginação que existe em todas as crianças e que se perde quando começam a falar a língua dos adultos. Antes de serem leitores, já são artistas. São máquinas de fazer histórias”.
Desta escritora que é a responsável da editora Bichinho de Conto, representou-se no placo do salão paroquial um livro com dezenas de personagens que todos conhecem, dos três porquinhos ao reguila, do pai natal à princesa. Os actores foram precisamente as crianças, idosos e funcionários do Centro Social, que repetiam como refrão esta ou outra frase parecida: “A Biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente”. Mafalda Milhões emocionou-se ao ver encenada a sua obra. “Estão mais giros do que as minhas ilustrações”, disse às crianças. E ofereceu o Araújo, dentro do seu ninho, para dependurar num sítio visível da biblioteca. A mascote Araújo, explicou, é uma homenagem à escritora de livros infantis Matilde Rosa Araújo (1921-2010). Alimenta-se das “histórias que os meninos e as meninas lêem”. De certeza que vai ficar bem gordinho ao observar as muitas histórias que as crianças de São Bernardo vão ler.
J.P.F.
