Ponta de Lança A XXVI Jornada Mundial da Juventude encontra-se no momento crucial da sua preparação. Não posso, é imperativo de consciência, prescindir de dedicar uma atenção especial ao acontecimento.
Abordar aqui o assunto não se trata de o fazer “na desportiva”, tenho clara intenção de sublinhar cinco aspectos predominantes neste itinerário de fé que o saudoso Beato João Paulo II delegou aos jovens do mundo inteiro; aos jovens e à juventude.
A JMJ é um encontro único, um “laboratório de fé”. Ninguém vai a uma JMJ e fica na mesma – normalmente fica melhor do que é porque:
1 – Há um ímpar confronto interior com o essencial do Evangelho, com Jesus e o Magistério, que actualiza, em palavras e obras, Cristo connosco;
2 – Depois, sucede-se, em turbilhão, um meticuloso programa de mudança da História; da História da Igreja e da História de cada um como membro da Igreja – como é possível não sentir a honra de pertencer aquela comunhão universal, única?!
3 – Sendo a juventude uma oportunidade, a JMJ rasga novos horizontes nos jovens: permite entender a diversidade de culturas e civilizações numa “Catedral” única;
4 – Como em qualquer momento da vida que resolvemos sair da nossa “zona de conforto”, também a JMJ obriga à superação. Trata-se uma superação-salvação, isto é, quanto mais dou mais recebo e entendo a grandeza do quanto vale o pouco que dou. No tempo dos individualismos, vive-se algo plural para fortalecer quem vacila na primeira dificuldade;
5 – E, por fim, a alegria de viver a Esperança. Aqui sim, vive-se a Esperança alicerçada em valores para um mundo melhor. E quando digo “aqui sim”, refiro-me ao discernimento que a JMJ suscita para que se consiga distinguir-vivendo entre a esperança factual, do momento, da ilusão, e a esperança actuante, transformadora de tudo quanto impede que os sonhos se concretizem.
Sublinho ainda a grandeza de espírito e generosidade de quem se disponibiliza no dia-a-dia para preparar, dinamizar, animar (dar vida) a realização das gerações que nos sucedem.
Mas, só pode participar verdadeiramente numa JMJ, quem é capaz de ouvir, ouvir mesmo, para lá dos sentidos. No caso de Madrid, ouvir antes de tudo «Enraizados e edificados n’Ele… firmes na fé».
Desportivamente…
…pelo desporto!
