Nem as dificuldades gregas nem a incapacidade europeia para dar uma resposta global e definitiva a esta crise devem querer dizer que o programa que Portugal acaba de assinar com a troika não é para cumprir.
Teresa de Sousa
Público, 11-05-2011
Não somos belgas, não podemos dar-nos ao luxo de não ter Governo. CDS, PS e PSD (não importa como baralhados), têm de o fazer. Ponto.
Ferreira Fernandes
Diário de Notícias, 15-05-2011
Está visto que o insulto mais recorrente da campanha eleitoral será acusar o adversário de “liberal”. Sem prejuízo da intenção, a palavra pode aparecer nas variantes “ultraliberal”, “neoliberal” ou mesmo “superliberal”, já que os prefixos correm soltos quando a terminologia não se deixa tolher pelos constrangimentos da realidade. (…) Com os prodigiosos resultados à vista, vivemos há quase quatro décadas sob um regime socialista e assistencial, que sucedeu a ano e meio de comunismo pró-soviético (ou pró-cubano: não éramos esquisitos), que sucedeu a quase cinco décadas de uma ditadura corporativista e fechada, que sucedeu a década e tal de uma oligarquia jacobina e caótica, etc. Misteriosamente, não alimentamos ressentimentos contra o socialismo, e há por aí inúmeros cidadãos com saudades quer do PREC, quer de Salazar, quer dos rústicos da Primeira República. O “liberalismo”, que ninguém conhece e não nos fez mal nenhum, é que ninguém suporta.
Alberto Gonçalves
Diário de Notícias, 15-05-2011
Sim, a pessoa é um ser finito, mas com uma abertura infinita. Este é o mistério do Homem. Nunca estamos acabados, nenhum ser humano morre definitivamente feito. Não há nada finito que possa preencher a abertura humana, não há nada finito que possa realizar a nossa capacidade de conhecer e amar.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 14-05-2011
