D. Amândio Tomás sucede a D. Joaquim Gonçalves na Diocese de Vila Real

Bento XVI aceitou a renúncia de D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real, no dia 17 de Maio, sucedendo-o no governo da diocese D. Amândio Tomás, bispo coadjutor desde 2008.

A substituição aconteceu no dia em que D. Joaquim Gonçalves completou 75 anos de vida, idade em que o direito canónico impõe a apresentação da renúncia ao cargo. O bispo emérito de Vila Real disse abandonar as funções com a consciência de deixar “obra para durar” e com a satisfação de ser substituído por alguém da terra.

O agora bispo emérito foi auxiliar da diocese de Braga entre 1981 e 1987, altura em que foi nomeado coadjutor de Vila Real, diocese que passou a liderar em 1991, o que fazia de D. Joaquim Gonçalves o “decano” dos bispos portugueses quanto à longevidade no cargo.

D. Amândio Tomás, ordenado bispo em Roma por João Paulo II, a 6 de Janeiro de 2002, é oriundo de Cimo de Vila da Castanheira, Chaves, diocese de Vila Real, onde nasceu em 1943. O novo bispo de Vila Real quer “fiéis empenhados” na “transmissão” da fé, para colocar em prática a estratégia de nova evangelização da Igreja, numa diocese “pobre, montanhosa e fragmentada”.

O primeiro bispo de Vila Real foi D. João Evangelista de Lima Vidal (1923–1933), seguindo-se D. António Valente da Fonseca (1933–1967), D. António Cardoso da Cunha (1967–1991), D. Joaquim Gonçalves (1991-2011) e, agora, D. Amândio Tomás.