Partilha Foi num sábado. Para trás ficaram as nossas ocupações, as nossas obrigações. Partimos pela manhã depois da concentração no adro da nossa igreja. Íamos cumprir um programa antecipado e elaborado para encerramento da catequese.
Visitamos o complexo da Vista Alegre, nascido à roda da Capela Nossa Senhora da Penha de França. Ai admirámos o espírito inovador de um homem que, criando uma comunidade num espaço físico muito característico, se lançou na epopeia da descoberta da cerâmica. Os nossos olhos encheram-se da beleza nascida das mãos de artífices. Não deixámos de elevar o nosso pensamento a Deus como o Senhor supremo da beleza.
Na capela, onde já se notam os efeitos nefastos do passar dos tempos, admirámos como o homem tem um sentido terno e grandioso de agradecimento pelas graças recebidas.
Partimos depois para satisfazer o apetite que já se fazia sentir. Deixámo-nos envolver pela paisagem circundante, pela luz derramada dum céu azul pontilhado de nuvens brancas e pela aragem refrescante com sabor a sal. A refeição foi presidida pelo nosso pároco, P.e Cruz, que na altura apropriada se referiu à nossa missão evangelizadora, aos desafios e dificuldades que hoje em dia enfrentamos. Foi tempo de recordarmos episódios, de dar largas à nossa alegria por partilharmos juntos este momento de encontro.
E porque cada um de nós tem no olfacto o cheiro da maresia, os olhos habituados a olhar distâncias e uma costela de marinheiro, fomos viver recordações no Museu Marítimo de Ílhavo.
Regressámos a casa com o espírito cheio de alento para vencer futuras dificuldades.
Natividade Amaro
