A Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) critica o corte dos feriados e o aumento de meia hora no trabalho diário do sector privado que o Governo quer impor a partir de 2012.
Nas conclusões do encontro realizado no sábado e domingo, no Porto, para assinalar os 75 anos do movimento, a LOC/MTC denuncia “a crescente mercantilização do trabalho, onde o que conta é ser apenas produtivo, obrigando a mais horas de trabalho e a diminuir feriados e dias santos, tirando o tempo para a família, para a cultura e para a espiritualidade”.
Depois de vincar a “actualidade” da LOC/MTC, o documento refere que o “desafio” colocado hoje ao movimento é o de sempre: a atenção “aos problemas, às angústias e às frustrações que são vividos e sentidos no dia-a-dia das pessoas, permanecendo ao lado dos mais pobres e fragilizados, como sejam os desempregados e reformados”.
Os tempos actuais, “difíceis e sombrios”, distinguem-se “pelo sofrimento de homens e mulheres que trabalham em precariedade laboral e insegurança quanto ao seu futuro profissional; pelos trabalhadores que foram excluídos do seu local de trabalho ou dos jovens que não conseguem aceder a ele”, refere o texto.
A LOC/MTC vai “continuar a participar nas estruturas organizativas – sindicatos, associações sociais, culturais, escolares, autárquicas e eclesiais – em tudo por onde passa a vida dos trabalhadores e das suas famílias”, acentua a nota divulgada no seguimento do encontro que reuniu 750 pessoas.
