Liturgia é tornar presente em celebração a salvação realizada por Deus em Jesus Cristo. O plano para este sector da vida cristã esteve em debate no Conselho Diocesano de Pastoral.
Poderá o Plano Diocesano de Pastoral Litúrgica ser mais concreto e apontar prazos para os objectivos pretendidos? Não deverá dar mais destaque à oração, incentivando a criação de grupos de oração nos diversos espaços eclesiais? Não deverá deixar mais clara a relação da liturgia coma formação cristã, a evangelização e a sócio-caridade? Estas foram algumas das sugestões em forma de pergunta apontadas pelos membros do Conselho Diocesano de Pastoral, reunido no dia 16 de Novembro, no Seminário de Aveiro, sob a presidência de D. António Francisco.
Presente na sessão esteve também o P.e José Manuel Marques Pereira, que, enquanto responsável do Secretariado da pastoral litúrgica, foi o autor do plano que está em discussão nas diversas instâncias e deverá ser aprovado em breve. O sacerdote explicou ponto por ponto as 16 páginas do projecto de plano, respondeu a dúvidas e ouviu as sugestões dos conselheiros.
Entre as sugestões, foi dito que é necessário tornar mais clara a relação da pastoral do matrimónio com o sacramento que o institui, alertou-se para a criação de cargos que parecem bem no papel, mas depois ficam esvaziados de conteúdo, apelou-se à criação de equipas de pastoral litúrgica paroquiais e à necessária consonância com o secretariado diocesano, sugeriu-se a valorização das manifestações exemplares de religiosidade popular, pediu-se mais relevo para o serviço da presidência da assembleia, que em alguns casos pode ser desempenhado por leigos e não apenas por ministros ordenados, exigiu-se uma chamada de atenção para a promoção da criatividade litúrgica, em função dos grupos etários e sociais, e pediu-se “uniformidade na pastoral sacramental”, já que a mudança de critérios de paróquia para paróquia, quando se trata de sacramentos, constitui “um rastilho negativo que corrói as comunidades”.
No final da sessão, o Bispo de Aveiro explicou que o plano tem sido objecto de um debate alargado e agradeceu o contributo dos conselheiros.
J.P.F.
Planos estruturantes
A Diocese de Aveiro, optando por uma programação pastoral em quinquénio, com vista ao jubileu dos 75 anos da restauração da diocese, propôs-se dedicar cada uma das cinco etapas a um sector fundamental da acção da Igreja.
Em traços largos, a primeira etapa foi dedicada à presença social dos cristãos, que se resume na palavra caridade. A segunda destinou-se à educação cristã, que abrange quase tudo o que é evangelização. A terceira teve como destinatária a área litúrgica, incluindo a oração. A quarta, que estamos a viver agora, está centrada na família.
De cada uma destas etapas espera-se que saia um plano que, de alguma forma, aponte as grandes linhas de actuação da Diocese (dos serviços centrais, secretariados e movimentos, às paróquias, grupos e cristãos em geral). Os planos alicerçam-se, em larga medida, na teologia do II Concílio do Vaticano, nos pronunciamentos do II Sínodo Diocesano de Aveiro, nos documentos magisteriais recentes e nas melhores práticas de cada sector. Até agora, foi aprovado o plano do sector sócio-caritativo e caminha para a versão final o da pastoral litúrgica, que tem como título, “A Igreja orante, lugar da Esperança”.
