Memória CV – Há 25 anos A edição de 22 de Dezembro de 1986, na proximidade do Natal, também foi especial: 16 páginas em vez das oito normais. D. Manuel de Almeida Trindade, então Bispo de Aveiro, escreve um texto sobre “O meu encontro com S.to Agostinho”. “Não há pessoa medianamente culta que se não tenha encontrado com Santo Agostinho. Ele é um dos pilares da civilização”, afirma.
Porquê este texto sobre o Bispo de Hipona? A justificação surge mais à frente. “Faço-o porque ocorre neste ano o 16.º centenário da conversão de Aurélio Agostinho. O seu baptismo teve lugar na noite de 23 para 24 de Abril de 387, na Catedral de Milão”. No Natal de 386, Agostinho era catecúmeno, preparava-se para o baptismo. Afirma o Bispo Manuel: “A «humildade» de Deus que, por amor, se fez homem e nasceu no presépio de Belém começou por lhe parecer um obstáculo. Mas essa humildade acabou por se revelar como sendo o verdadeiro caminho que leva o homem a encontrar a Deus e a encontrar-se a si mesmo”. Compreender o Natal de Agostinho ajuda a melhor viver o nosso Natal.
