Espécies autóctones no percurso do BioRia

O Dia da Floresta Autóctone foi assinalado, em Estarreja, com a plantação de cerca de oito dezenas de amieiros e salgueiros, espécies florestais autóctones, no Percurso de Salreu do BioRia, no Baixo Vouga Lagunar, nomeadamente na zona junto ao dique e às margens do Rio Antuã, numa acção que contou com a colaboração de alguns seniores do programa +50.

Nas duas semanas que antecederam essa acção de plantação, os serviços municipais procederem à remoção de espécies invasoras, cerca de 80 acácias e uma centena de ervas-das-pampas. Estas espécies são uma ameaça para a biodiversidade local daquela zona de protecção especial.

Com a plantação dessas espécies autóctones pretende-se criar um corredor de sombra e uma cortina que permita a observação da grande mancha de caniçal de Salreu sem perturbar as espécies que lá nidificam e que têm estatuto de protecção especial, como são os casos da garça-vermelha e da águia-sapeira.

Outro dos objectivos desta acção é a protecção do dique, fortalecendo-o com espécies especializadas na protecção dos leitos e linhas de água, eliminando as acácias. Estas árvores proliferam rapidamente e, devido à sua agressividade na ocupação do solo, tendem a eliminar as espécies nativas, sobretudo em processos de regeneração após o fogo.

A autarquia estarrejense lembra que “a preservação de muitas das nossas espécies arbóreas autóctones (medronheiro, zambujeiro, carvalhos, pinheiro-manso, amieiro, freixo, salgueiros, etc.) passa também pela sua utilização na recuperação das áreas ardidas, como elementos de descontinuidade nas monoculturas de eucalipto e pinheiro, na protecção dos leitos das linhas de água e nos jardins e espaços verdes públicos e privados”.