Paquetes portugueses em exposição no MMI

No Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) está patente ao público uma exposição fotográfica sobre a frota de paquetes (navios de transporte de passageiros) da marinha mercante portuguesa. A exposição acontece em parceria com o Museu de Marinha.

Na década de 1960, Portugal chegou a ter nove paquetes no ativo, em simultâneo, frota que se justificava plenamente pela necessidade de transportar grandes contingentes de militares entre o Continente e as antigas colónias portuguesas e também para permitir as viagens dos emigrantes portugueses entre Portugal e os seus países de acolhimento situados sobretudo no continente americano.

A mostra inicia-se com o “Tungue”, que esteve ao serviço entre 1889 e 1897, e prossegue com o “África” (1905 a 1932), o “Loanda” (1889 a 1922), o “Lisboa” (que afundou no mesmo ano em que iniciou a sua atividade: 1910), o “Lourenço Marques” (1916 a 1950), o “Mormugão” (1916 a 1929), o “Sam Miguel” (1905 a 1948) e o “Quanza” (1929 a 1968).

A parte final da exposição evoca os navios construídos exclusivamente para servirem de paquetes: “Angola” (1948 a 1974), “Serpa Pinto” (1940 a 1955), “Santa Maria” (1953 a 1973), “Vera Cruz” (1952 a 1973), “Índia” (1951 a 1971), “Niassa” (1955 a 1979), “Infante D. Henrique” (1961 a 1977) e “Príncipe Perfeito” (1961 a 1976).

Em destaque está o navio “Funchal”, que apesar de ter entrado em funções no ano de 1961, é o único dos paquetes portugueses ainda no ativo.