Obra do escultor conimbricense é mostrada em 8 núcleos. Oportunidade única para conhecer o génio dos séc. XVIII e XIX.
Amanhã, pelas 17h30, no Museu de Aveiro, será inaugurada a exposição “O Imaginário Virtuoso – Joaquim Machado de Castro (1731 – 1822)”, considerada a primeira grande exposição de âmbito verdadeiramente nacional a ser apresentada ao público aveirense, e que integra o programa comemorativo do primeiro centenário do Museu de Aveiro, instalado no antigo Convento de Jesus, também conhecido por Convento de Santa Joana.
A grandeza e importância da exposição justifica o facto inédito de “obrigar” à desmontagem de uma ala de exposição permanente do Museu de Aveiro para se conseguir um espaço suficientemente amplo e digno para acolher esta mostra que, recentemente, esteve patente no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa.
No Museu de Aveiro, o programa expositivo da exposição segue o modelo usado no MNAA, com a apresentação das peças agrupadas em oito núcleos. O primeiro mostra a relação da obra de Joaquim Machado Castro com os reis D. José I e D. João VI e que o levou a ser nomeado escultor régio, tendo executado a estátua de D. José I, que se encontra na Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço), em Lisboa, a sua principal obra pública.
No núcleo seguinte, centrado no átrio do Museu, recriam-se os Jardins da Cascata da Quinta Real de Caxias, com esculturas de barro cedidas pela Câmara Municipal de Oeiras. No terceiro núcleo, três ecrãs gigantes dão a conhecer, em vídeo, alguns dos principais jardins onde existem estátuas de Machado de Castro, designadamente o já citado Jardim da Cascata da Quinta Real de Caxias e ainda o Jardim da Quinta do Marquês de Pombal em Oeiras e as Reais Quintas de Belém.
O núcleo quatro apresenta dados relativos à vida de Joaquim Machado Castro bem como o impacto da sua obra artística na sociedade de então e mesmo nos tempos seguintes.
No núcleo seguinte aborda-se o facto de Joaquim Machado de Castro ter sido um dos impulsionadores da formação académica na área das belas artes, desde o desenho à escultura, motivo pelo qual teve inúmeros discípulos que, de uma forma ou de outra, deram continuidade à obra do mestre.
Os núcleos seis e oito são dedicados à escultura de Joaquim Machado de Castro, com a exposição de um considerável número de obras, muitas das quais nunca antes reunidas num mesmo espaço.
No núcleo sete está patente a imaginária religiosa concebida pelo escultor conimbricense.
Obras com diferentes proveniências
Esta exposição, a maior de sempre dedicada a Joaquim Machado de Castro, reúne peças cedidas por instituições diversas, nomeadamente Museu da Cidade de Lisboa, Biblioteca Nacional (Lisboa), Academia Nacional de Belas Artes (Lisboa), Basílica da Estrela (Lisboa), Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação (Lisboa), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Câmara Municipal de Oeiras, Capela Palatina (Salvaterra de Magos) e Igreja Matriz de Almeirim.
Cardoso Ferreira
