Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade faz 32 anos sem “motivos de festa”

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) não encontra “motivos de festa” para assinalar o seu 32.º aniversário, que ocorreu ontem, porque “os tempos são de muitas dificuldades a todos os níveis”, considera o presidente da instituição.

“Num tempo em que a crise se entranha em todas as áreas da sociedade portuguesa, [o aniversário] é um momento importante para a Confederação que congrega a maioria das IPSS [instituições particulares de solidariedade social] portuguesas, responsáveis por minimizarem os efeitos devastadores das políticas de austeridade”, sublinha em comunicado.

O padre Lino Maia salienta que é preciso “enaltecer” o trabalho das IPSS, que constitui “um exemplo da esperança e perseverança que não se vê noutros setores da vida pública portuguesa”.

“As IPSS, os dirigentes, os trabalhadores, os colaboradores, os voluntários, são gente do melhor que a sociedade tem. A CNIS, que abraça no seu seio perto de três mil dessas instituições, orgulha-se do seu passado e acredita no futuro”, acentua.

A plataforma vai organizar no sábado, 19, no auditório do Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, um encontro de IPSS onde vai ser feita “a apresentação do Protocolo de Cooperação de 2013-2014 e também uma reflexão sobre acompanhamento e fiscalização” das instituições de solidariedade, adianta o comunicado.

A iniciativa decorre das 10h00 às 12h45 com a presença do secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, que das 14h30 às 16h30 se reúne no mesmo local com dirigentes das Uniões distritais e regionais das IPSS, federações e delegações da CNIS.