Todos contra portagem na A25 entre Aveiro e Barra

A eventual introdução de portagens no troço da autoestrada A25 entre o nó de Esgueira (A25 com a EN109) e a Ponte da Barra voltou à atualidade e, com ela, a polémica sobre essa medida que, aparentemente, não agrada a nenhum dos partidos políticos com representantes eleitos pelo círculo eleitoral de Aveiro (incluindo os da maioria PSD / CDS-PP, que suportam o governo), nem aos executivos municipais de Aveiro e de Ílhavo, concelhos atravessados por esse troço da A25, nem aos partidos políticos representados nos órgãos autárquicos desses dois municípios.

Uns, como outros, consideram que esse troço, com cerca de uma dezena de quilómetros de extensão, tem caraterísticas urbanas e, como tal, deve permanecer isento de portagens. No entanto, o certo é que o conjunto de pórticos existente naquele troço, situado na zona das marinhas, ainda permanece em pé, apesar de nunca ter sido ativado e de lhe terem sido retirados os respetivos equipamentos.

O troço da A25 entre o nó de Esgueira e o nó da Ponte da Barra (de acesso ao Porto Comercial) não é um único troço, mas um conjunto de quatro pequenos troços: troço entre o nó de Esgueira (Aveiro Nascente) e o nó Aveiro Poente, troço entre o nó Aveiro Poente e o nó da Friopesca (Gafanha da Nazaré), troço entre o nó da Friopesca e o nó de ligação à Zona Industrial da Mota e à Gafanha da Encarnação, e ainda o minúsculo troço entre este nó e o nó da Ponte da Barra. Isso significa que para além do conjunto de pórticos existente na zona das marinhas, no troço entre o nó Aveiro Poente e o nó da Friopesca, teriam de ser instalados mais três conjuntos de pórticos, um em cada um dos outros troços.

De referir que o primeiro desses troços (entre os nós Aveiro Nascente e Aveiro Poente) poderá vir a ser subdividido, quando for concluída a ligação da Avenida das Agras à A25, o que implicaria a instalação de um quinto conjunto de pórticos, ainda que, neste caso, só na faixa ascendente (Aveiro Poente / Aveiro Nascente).

C.F.