CIRA contra portagens na A25

Apesar de “concordar com o princípio de aplicar portagens às ex-SCUT o Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) enviou uma comunicação formal ao Secretário de Estado Dr. Sérgio Monteiro, reafirmando ser “inaceitável que não exista um mecanismo de isenções, reiterando a propositura de um sistema de isenções para os circuitos de curta distância (no caso da Região de Aveiro, nos circuitos de ligação entre os seus municípios, aplicando-se o princípio noutras regiões), visando o desanuviar da EN 109, com problemas de fluidez e de segurança”, tanto mais que “este regime é compatível com a legislação da União Europeia”.

Na comunicação, a CIRA defende que “seja alterado o regime de portagens nos acessos à cidade de Aveiro, dado ser o único caso em Portugal em que o acesso rodoviário por autoestrada a uma capital de distrito é todo portajado”, reiterando também “a defesa da não cobrança de portagens na A25, pela sua importância insubstituível na gestão de tráfego urbano regional e para o transporte competitivo de mercadorias de importação e em especial de exportação”.

A CIRA considera que “não há estradas nacionais alternativas em continuidade às referidas autoestradas, sendo por isso inadmissível que se cobrem portagens nas autoestradas assumindo as estradas municipais como alternativas, o que exige a abordagem ao dossier da construção das variantes rodoviárias aos aglomerados urbanos do eixo da EN 109”, afirmando que “existem razões objetivas que justificam a sua não concretização, desde logo no próprio estudo que as Estradas de Portugal elaboraram e na prática de utilização das ex-SCUT, situação particularmente evidente no troço da A25 entre a Cidade de Aveiro e as Praias da Barra e Costa Nova do município de Ílhavo, dado tratar-se de um troço de uso marcadamente urbano, construído onde existia a EN 109-7, sem solução alternativa e fundamental para a acessibilidade rodoviária ao Porto de Aveiro”.