Livro perpetua memória dos galitos remadores e nadaddores em jogos olímpicos

Livro “Olímpicos de Aveiro” é dedicado aos galitos que participaram em Olimpíadas e faz uma história náutica de Aveiro no último século.

O salão nobre do Clube dos Galitos foi pequeno para acolher o lançamento do livro “Olímpicos de Aveiro”, da autoria de Nuno Gonçalo da Paula e edição do próprio Clube, que decorreu no dia 9 de fevereiro.

António Granjeia salientou a satisfação de poder estar registada a participação de desportistas dos Galitos em Olimpíadas, de modo a ser partilhada para futuro as suas vivências no remo e na natação, mas também demonstrar a gratidão do clube da cidade pela dedicação que foram colocando nos anos em que representaram o clube e o país.

Diogo Carvalho, da forma simples que o caracteriza, manifestou a sua honra em poder apresentar uma obra sobre aveirenses em Olimpíadas e o seu orgulho em poder ter já participado em duas, bem como o seu desejo de continuar a trabalhar diariamente pela modalidade, ajudando, no máximo das suas possibilidades, o Clube e Portugal, sempre que a isso for chamado. Recorde-se que no ano passado os Galitos subiram à I divisão masculina.

O autor recordou que a ideia de se realizar um livro sobre os aveirenses em Jogos Olímpicos (1948 e 1952, em remo, e 2008 e 2012, em natação) partiu do Presidente dos Galitos. Nuno Gonçalo da Paula aceitou prontamente iniciar essa investigação, sobretudo pela relação afectiva com os remadores olímpicos, mas também pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Diogo Carvalho, que considerou constituir um grande exemplo de empenho às gerações presentes. Referiu ainda que circunscrever a obra às participações olímpicas seria empobrecedor e, pelo material que o Clube dispunha, tentou escrever uma história náutica de Aveiro, começada nos alvores do século passado. Refazendo brevemente esse mesmo percurso, relembrou os seus factos mais emblemáticos: a década dourada do remo do Clube dos Galitos como campeã nacional em shell de oito seniores, bem com as participações internacionais, a luta pela pista de remo (cuja manifestação pública foi a maior antes do 25 de Abril e a propósito da qual D. João Evangelista pronunciou o célebre discurso “Eu nasci em Aveiro…. A pista de remo, mas tem que ser!”), e ainda menção a duas desportistas que passaram pelo Clube dos Galitos e participaram também em Jogos Olímpicos, Teresa Machado e Beatriz Gomes, bem como a Heloísa Cruz, campeã de remo já desaparecida e referência da instituição.

Para além do atleta olímpico que apresentou a obra, a primeira fila foi ocupada pelos remadores João Cravo, Felisberto Fortes, João Ventura, Mário Teles e Zacarias Andias. No lançamento estiveram muitos aveirenses que presenciaram alguns dos factos mais marcantes da história náutica da cidade e de representantes das várias secções do Cube, e também o bispo de Aveiro, o presidente da Câmara de Aveiro, a vereadora da Cultura, o presidente da Junta de Freguesia da Glória, o presidente da Federação Portuguesa de Natação, o representante da Associação de Natação de Aveiro e ainda o Grupo Cantares da Ria, que interpretaram “Remador” (cujas frases da letra constituem o título de cada um dos capítulos do livro), “Ó Aveiro” e “Marcha da Vera-Cruz”.