Papa alerta para fosso entre ricos e pobres

Bento XVI alertou para o fosso entre ricos e pobres, pedindo que os católicos assumam uma acção solidária em favor dos mais necessitados. “Cabe-nos seguir o caminho que Deus nos mostrou para chegar à vida: o amor, não entendido como sentimento, mas como serviço aos outros, na caridade de Cristo”, disse o Papa na recitação do Angelus, no domingo, 26, em Castel Gandolfo, arredores de Roma.

Aludindo à celebração da memória litúrgica, a 27 de Setembro, de São Vicente de Paulo, patrono das organizações caritativas católicas, falecido há 350 anos, o Papa lembrou que “na França do século XVII, ele tocou com a mão precisamente o forte contraste entre os mais ricos e os mais pobres”. “Impulsionado pelo amor de Cristo, Vicente de Paulo soube organizar formas estáveis de serviço às pessoas marginalizadas, dando vida às chamadas Charitées – as Caridades, isto é, grupos de mulheres que colocavam o seu tempo e os seus bens à disposição dos mais indigentes”, acrescentou.

Com S. Luísa de Marillac, S. Vicente fundou as “Filhas da Caridade”, primeira congregação feminina a viver a consagração no meio das pessoas, com os doentes e os necessitados.

A reflexão sobre estas questões partiu de um comentário do Papa ao Evangelho dominical, a parábola do homem rico que vive no luxo e no egoísmo e do pobre Lázaro, que ao morrer é levado pelos anjos à eterna morada de Deus e dos santos. Para o Papa, “esta parábola diz-nos duas coisas: primeira, que Deus ama os pobres e os ergue da sua humilhação; segunda, que o nosso destino eterno está condicionado pelo nosso comportamento”.