Consagradas na Diocese de Aveiro – 7 O Instituto das Missionárias Marianas foi fundado a 17 de Fevereiro de 1920, em Querétaro, México. Os seus fundadores foram o padre Luís Martin e Hernández e a Madre Clemência Borja Taboada.
O sacerdote nasceu em Salamanca, Espanha, no dia 02 de Outubro de 1873. Tinha uma grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora de Guadalupe. Desejou impulsionar a obra promovendo, duma maneira integral, a educação da mulher, dentro e fora do país (México). Dizia: “Eduquem cristãmente a mulher de classe humilde. Só assim a sociedade avançará, pois é a primeira escola onde se aprende a pensar, o templo onde se aprende a orar”. Entregou o projecto da Obra à Madre Clemência e aguardou o sim da Santa Igreja. O Padre Luís morreu no dia 19 de Abril de 1922.
A Madre Clemência Borja Taboada nasceu em Querétaro, México, no dia 25 de Setembro de 1881. À semelhança do sacerdote fundador, depositava uma confiança sem limites na divina providência. Palavras que repetia com frequência: “Ou ser santas, ou não estar na Congregação”; “tristeza e melancolia, fora da minha casa”.
A Madre Clemência morreu, no dia 12 de Março de 1963.
As Missionárias Marianas consagram-se à glória do Pai, mediante a configuração com Cristo manso e humilde de coração, evangelizador dos pobres, no amor do Espírito Santo, e a Maria como inspiração e modelo concreto da sua entrega e compromisso na construção do reino de Deus. Têm no mistério do Sagrado Coração de Jesus o centro da sua espiritualidade e o ideal da sua consagração. Dedicam-se ao serviço daqueles irmãos que o mundo descuida, tornando visível o amor de Deus em Cristo na educação, cuidados de saúde, missões e serviço assistencial nos seminários.
As MM cumprem a sua missão no México, Portugal, Itália, Brasil, Peru, República Dominicana e Chade.
No dia 17 de Setembro de 2000, abriram um Convento em Ouca (Vagos), com três religiosas, “filhas” das duas almas gigantes de santidade que são o Padre Luis Martin e Hernández e a Madre Clemência Borja Taboada.
As três primeiras religiosas, a Madre Lucina Angeles Angeles, a Irmã Marcela Carrasco Araújo e a Irmã Maria do Amparo Ledesma Vizuett, vindas de Terras da Virgem de Guadalupe, Padroeira do México, bateram às portas de Ouca e aqui foram bem recebidas, de braços e corações abertos, como outrora foram os peregrinos e os religiosos, os homens de fé e de boa vontade, na casa de D. Diogo de Ataíde.
Veio um ano depois a Irmã Magdalena Martínez Gonzalez, sendo, mais tarde, substituída pela Irmã Glória Pérez González. Depois de cinco anos de permanência, a Ir. Marcela Carrasco Araújo foi substituída pela Ir. Maria Amparo Ledesma Vizuett. Para o lugar da Madre Lucina Angeles Angeles veio a Irmã Maria Eugénia Morales Fonseca.
Quanto ao trabalho pastoral das três irmãs que formam a Comunidade de Ouca, é orientado tendo em conta a vida espiritual das pessoas que lhes são confiadas, no trabalho da paróquia, no Centro Social e Bem Estar – Lar de São Martinho, no serviço da enfermagem e apoio domiciliário, e na Adoração do Santíssimo Sacramento na Igreja Paroquial.
Comunidade das Missionárias Marianas em Ouca
