Tema da pobreza domina XII Fórum Ecuménico Jovem

Pobreza e exclusão social foram assuntos que dominaram o XII Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), realizado este Sábado, dia 6 de Novembro, em Viseu. Numa iniciativa subordinada ao tema “Quem é o meu próximo”, cerca de 250 jovens, de diversas religiões e proveniências, mostraram-se sensíveis e disponíveis para desbravarem novos caminhos, na procura de soluções eficazes para aqueles problemas.

Para o padre António Almeida, director do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações, Juventude e Ensino Superior de Viseu, “a forma como nos relacionamos com os mais desfavorecidos, por vezes, não é a melhor, e ajudar um pobre não é só dar esmola”.

Por outro lado, “importa apoiar aquela que é a verdadeira pobreza”, sustenta ainda, aludindo ao facto de, por vezes, “há muitas pessoas a viver à custa de subsídios, que não querem trabalhar”.

Num ano de 2010 dedicado à esta matéria, e quando decorrem iniciativas como os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, o sacerdote considera que os jovens, “garantia de esperança na sociedade de hoje”, podem dar um contributo fundamental, na procura dos “verdadeiros instrumentos de relação com a pobreza”.

Pelo menos, “saem daqui sensibilizados para isso”, acredita o responsável pela pastoral juvenil viseense. Fundamentalmente, por serem jovens de fé, independentemente da religião que professam, têm o dever de “ser luz onde quer que estejam, convivendo e integrando o seu próximo”, conclui.

Custódio Matos Costa, orador convidado, disse que “ser próximo de alguém é uma atitude dinâmica e não estática” que deve partir de cada um.

Para este membro da Pastoral Social da Diocese anfitriã, o cristão deve ser o primeiro a estar de olhos abertos para identificar “os caídos à beira da estrada”.

Na sua exposição enumerou como exemplo os idosos abandonados pelas famílias, as mulheres grávidas a quem é recusado trabalho, os deficientes ou os iletrados que não encontram trabalho para as suas capacidades, os doentes de SIDA, os toxicodependentes, os sem-abrigo, os reclusos e ex-reclusos, entre outros, numa critica forte à crise de valores que considera existir na sociedade actual.