Não há salvadores da pátria. Não os queremos, trazem sempre mais tirania e menos democracia. Somos nós todos que podemos tirar o país do actual impasse.
Ana Benavente
Público, 14-10-2010
(…) O que há de formidável nesta história com um final feliz é o facto de ser a história de um país que se supera a si próprio. Em vez de se resignar à tragédia, o Chile reagiu, fez frente à adversidade. Embarcou numa missão que parecia impossível e encontrou uma solução para resgatar os mineiros que talvez venha a servir para salvar muitas outras vidas noutros pontos do globo. A energia que moveu o Chile foi emotiva: a convicção de que todos deviam ser um só para não deixar aqueles homens morrer. A emoção tornou-se uma força política e é isso que torna ainda mais extraordinária esta história humana.
Editorial
Público, 14-10-2010
Nunca em Portugal as elites prestam contas ao povo dos resultados do que lhe pedem. O mais que fazem é promoverem mudanças de regime em que acusam os anteriores governantes de terem enganado o povo.
Helena Matos
Público, 14-10-2010
A virtude política, tanto neste concílio [Vaticano II] como em João Paulo II, é apresentada em termos de caridade política, de cultura samaritana, de civilização do amor. Não se trata, porém, de caridade assistencialista, mas da caridade exercida através das estruturas e dos serviços públicos.
Bento Domingues
Público, 10-10-2010
O sistema democrático português é o único que não consegue encontrar soluções de estabilidade política.
João Marques de Almeida
Diário Económico, 12-10-2010
