A reforma religiosa proposta por João não vai muito além da moral e da ascese; Jesus, pelo contrário, é um humorista. Diverte-se a mostrar, em gestos e parábolas, que o amor que Deus nos tem não depende das práticas nem das instituições que arranjamos para lhe agradar. A sua alegria é outra e a nossa também.
Se lêssemos as narrativas do Novo Testamento sem beatices e reparássemos na ironia, no riso e no humor que as percorrem, seria fácil descobrir quanto no Evangelho é divinamente divertido!
Bento Domingues
Público, 12-12-2010
Há muito a fazer para que a UE seja uma verdadeira união política e não uma associação de países que não consegue entender-se quando as coisas correm mal.
Ricardo David Lopes
Sol, 10-12-2010
A fábula da cigarra e da formiga é paradigmática para explicar o que se passa no país. Gastou-se dinheiro de mais.
Artur Santos Silva
i, 10-12-2010
O Estado português gasta em média cinco mil euros por ano com cada aluno do ensino público. Significativamente mais do que aquilo que paga por cada aluno nas escolas com contrato de associação. Porquê então acabar com estes contratos? Por razões ideológicas. Aliás, em matéria de ensino, os governos portugueses optam quase invariavelmente pela ideologia em detrimento da qualidade e da liberdade: para combater a Igreja Católica, a I República encerrou as melhores escolas de Portugal e prendeu e exilou os mais reputados professores da época, os jesuítas. O Estado Novo desconfiava politicamente das escolas privadas e não apenas das estrangeiras, como o Liceu Francês – basta pensar que só no fim dos anos 60 foi autorizada a criação da Universidade Católica em Portugal –, e menos ainda acreditava na qualidade do seu trabalho. De 1974 até agora o investimento no ensino tem sido sinónimo de investimento na rede pública. Não porque esta apresente melhores resultados ou seja mais barata, mas simplesmente porque os governos não abdicam das vantagens políticas do controlo sobre a imensa máquina que se estende a partir da 5 de Outubro [Ministério da Educação].
Helena Matos,
Público, 09-12-2010
