1306 — El-Rei D. Dinis deu ao Mosteiro de Tarouca a granja do lugar e a igreja de Camudens em troca de duas partes da vila de Aveiro que aquele Mosteiro possuía por doação de D. Aldara e de D. Abril Peres.
1468 — El-Rei D. Afonso V houve por bem conceder às dominicanas do Mosteiro de Jesus, de Aveiro, «licença para poderem lograr e possuir para sempre quantos e quaisquer bens lhes fossem deixados e apropriados por quaisquer pessoas» e para poderem «haver e comprar bens de raiz até à quantia de duzentos mil reis».
1550 — Em Palmela, faleceu D. Jorge, filho bastardo de El-Rei D. João II e senhor da Casa de Aveiro, de quem descende-ram os duques de Aveiro.
1613 — Foi concedida licença aos carmelitas descalços para edificarem um convento em Aveiro, tendo-se para isso reunido nos Paços do Concelho, além da Câmara, os nobres e os «homens bons» da vila. Só dois anos mais tarde, em 16 de Julho de 1615, é que se obteve a licença régia.
1633 — Foi passada carta de apresentação da vigararia da igreja de Nossa Senhora da Apresentação, da vila de Aveiro, ao Padre André Rodrigues.
1684 — Por uma bula desta data, o Papa Gregório XIII concedeu diversas indulgências à Irmandade de S. Pedro e S. Paulo, da freguesia de S. Miguel, da vila de Aveiro.
1787 — Nasceu em Eixo D. Frei Sebastião da Anunciação Gomes de Lemos, religioso carmelita, mestre de Filosofia no Convento de Viana do Castelo, mais tarde nomeado e confirmado bispo de Angola.
1807 — Foi passada carta de corregedor da comarca de Aveiro ao Bacharel Florêncio de Abreu Perada.
1852 — Faleceu o ilustre aveirense José António da Silva Leão, barão de Almofala, que deixou um dos mais brilhantes nomes nos anais do Exército e na história de Aveiro.
1888 — Realizou-se em Aveiro um comício republicano contra a admissão e a permanência das Irmãs de Caridade no hospital da Santa Casa da Misericórdia, com a participação, entre outros, do Dr. Sebastião de Magalhães Lima e do Dr. Manuel de Arriaga.
1918 — Faleceu o ilustre aveirense José Reinaldo Rangel de Quadros Oudinot, jornalista, escritor e professor, que se distinguiu pelo seu carácter e pela sua dedicação à terra natal, cuja história divulgou em inúmeras páginas de jornais e livros (Inscrição funerária no Cemitério Central, em Aveiro).
1933 — Em Aveiro, foram impostas ao Dr. Alberto Souto as insígnias de comendador da Ordem de Santiago, com que este emérito aveirense fora agraciado pelo Presidente da República Portuguesa; na sessão solene, o Dr. Jaime de Magalhães Lima proferiu uma alocução, que foi impressa, subordinada ao tema «O Dr. Alberto Souto – O seu espírito, o seu carácter e a sua obra».
Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.
