O Ministro das Obras Públicas, com os presidentes da câmara de Estarreja e de Albergaria-a-Velha, inaugurou o último lanço da A29
Abriu na passada sexta-feira ao trânsito o último lanço da A29, na extensão de 13 Km, entre Estarreja Norte e Angeja (A25), no concelho de Albergaria-a-Velha. Estiveram presentes pelas 10h30, no nó de Estarreja – Sul /Salreu, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, o secretário de Estado, os autarcas de Estarreja e de Albergaria-a-Velha e algum povo. Esta obra põe cobro a alguns anos de indecisão motivada por vários estudos e disputas, pesando na decisão o impacte ambiental. Sabe-se que a primeira opção terá sido a poente de Estarreja, o que agradaria ao autarca da Murtosa, Santos Sousa, e que satisfaria os anseios da maioria da população deste concelho ribeirinho. Mas assim não aconteceu.
Este troço concessionado à Aenor custou entre 50 a 60 milhões de euros, completando, deste modo, a concessão da Costa da Prata. A sua extensão total é de 93 quilómetros e o valor global do investimento ronda os 300 milhões de euros. A abertura deste troço, em conjunto com a A25 (Aveiro – Vilar Formoso), a A17 (Marinha Grande – Aveiro) e a A8 (Lisboa – Leiria), completa a ligação alternativa à A1, entre as principais cidades do país e do litoral.
O Correio do Vouga fez o percurso desde Angeja (A25) até ao nó de Estarreja Norte – Avanca (lanço novo) e constatou que havia uma grande intensidade de trânsito. A nova via retira veículos à Nacional 109, que já se encontra parcialmente “municipalizada”, e vai ter portagens, como revelam os pórticos dispostos ao longo da via, ainda que o processo tenha sido suspenso em tempo de eleições. O ministro Mário Lino mostrou-se disponível para discutir o assunto com os autarcas onde não houver alternativas à A29. O governo já disse que iria meter portagens na A29, A17 e A28, o que provocou uma reacção de incredulidade e apreensão no autarca de Estarreja, devido às promessas anteriores noutro sentido.
Aproveitando a presença dos membros do governo, alguns dos expropriados compareceram no local para reclamar pelo pagamento de algumas das demolições de habitações e também pelas expropriações de terrenos, na sua grande maioria de cultivo.
Alírio Silva
