Festa dos Amigos e Vizinhos animou o Rossio

Música, teatro, pintura ao vivo, exposições, passeios de pónei, artesanato urbano e muita animação de rua foram os ingredientes principais da Festa dos Amigos e Vizinhos, que decorreu no Rossio de Aveiro e zonas limítrofes no passado sábado

No sábado, o Rossio conheceu uma animação pouco vulgar nos últimos tempos, não pelo número de participantes e visitantes, mas pela diversidade da oferta, numa programação que incluiu acções iniciadas noutros concelhos (Ovar e Costa Nova, Ílhavo) e que aqui terminaram, e que se estendeu à vizinha Praça Melo Freitas.

Pelo palco passaram grupos musicais e ranchos folclóricos, e ainda peças de teatro e de fantoches, numa programação muito variada e heterogénea, porque também os públicos eram diversificados.

Os visitantes foram convidados a participar nas actividades, sobretudo o público mais jovem, que tinha diferentes ofertas, desde a pintura ao vivo até à possibilidade de passeios de pónei disponibilizados pela Escola Equestre de Aveiro / Quinta Pedagógica.

Mário Silva, o conhecido pintor de Coimbra, esteve algumas horas a pintar ao vivo, preparando várias telas que pretende levar a Cuba, onde irá expor a convite da aveirense Galeria Sacramento. No recinto que as galerias Sacramentos animaram no Rossio havia ainda outros pólos de interesse, como as exposições de fotografia de Carlos Duarte e de Rui Bela e a presença de alguns artistas plásticos, entre os quais, o aveirense Quintas e o figueirense Filinto Viana, para além dos jovens a pintar ao vivo.

No stand dos Amigos da Avenida, os visitantes podiam conhecer os objectivos visados por este grupo informal que, durante meio ano, animou a zona dos “Arcos”, no centro da cidade e que chamou a atenção para o estado da Avenida Dr. Lourenço Peixinho (e zona envolvente) e para as potencialidades que ela pode desencadear no futuro. Nesse espaço estava disponível o “Manifesto pelo espaço público” (que pode ser consultado em http://manifestopelacidade.blogs.sapo.pt), foi apresentado o projecto “Aqui! Here” (http://aqui2009.blogs.sapo.pt) e o atelier “Fazer um projecto para a Avenida” (http://projectoavenida.blogs.sapo.pt).

Os livros também foram ao Rossio, levados pela Livraria Bucholz e pela Nova Acrópole, enquanto a música esteve presente através do Grupo Cénico das Barrocas, do Grupo de Xailes de Aveiro, do Grupo Folclórico de Esgueira, do Coral da ARCEL, da Oficina de Música de Aveiro e da Escola Riff.

No final da tarde, também a “Rainha” D. Maria II deslocou-se ao Rossio, no regresso da sua visita a Ovar, após uma viagem de barco pela Ria de Aveiro. A recebê-la estiveram as autoridades da cidade que lhe entregaram as chaves de Aveiro.

Como uma verdadeira festa de amigos e vizinhos, o Rossio foi palco de um piquenique colectivo.

Cardoso Ferreira

Seis meses de eventos

No ano em que a cidade de Aveiro assinala os 1050 anos da primeira referência escrita a Aveiro (959) e os 250 anos da sua elevação à categoria de cidade (1759), surgiram os Amigos da Avenida, um grupo informal de amigos que congregou associações, entidades oficiais (da Câmara Municipal à Universidade) e, sobretudo, cidadãos aveirenses, na organização e promoção de animação de rua.

Entre Março e o passado sábado, a Praça Melo Freitas, junto aos “Arcos”, foi o palco privilegiado para as acções deste grupo, as quais incluíram eventos de áreas tão diversas como música (dos mais variados estilos), pintura, animação de rua, entre muitos outros espectáculos em que o público era também participante. Mas a acção dos Amigos da Avenida também entrou por outras áreas, tendo participado em colóquios, encontros e debates sobre a cidade.

As actividades foram programadas para decorrerem na Primavera e no Verão, período em que as condições climatéricas normalmente são mais favoráveis aos eventos de rua, pelo que agora, com o início do Outono, os Amigos da Avenida “invernam” com a certeza do objectivo cumprido e na esperança que a semente que lançaram desponte da terra e cresça viçosa na próxima Primavera.