Schoenstatt envia para a missão

Peregrinação diocesana vivida ao ritmo de Schoenstatt. Bispo de Aveiro exorta que “ser peregrino é sentir-se enviado”

“O Santuário de Schoenstatt é testemunho e desafio para amar e servir a Igreja ao jeito do lema da Diocese: «Amar a Deus é servir»”, disse o Bispo de Aveiro, na peregrinação diocesana ao santuário situado na Gafanha da Nazaré, no dia 18 de Outubro. Na homilia da Eucaristia a que presidiu, D. António Francisco (e não D. António Marcelino, como anunciara a organização) realçou que o santuário e movimento de Schoenstatt existem para “renovação da cidade e da diocese”, para “ajudar a formação do homem novo e construir a sociedade”.

Em dia mundial das missões, D. António Francisco lembrou que “ser peregrino é sentir-se enviado, em missão”, seja perto ou longe, “na diocese ou no mundo”. “Todos somos chamados a ser discípulos, capazes de percorrer o caminho das pessoas, das culturas, muitas vezes sem sair de casa. Aqui também é terra de missão”.

A peregrinação foi diocesana, com a celebração da Eucaristia em salão completamente lotado, mas o dia foi vivido ao ritmo da espiritualidade de Schoenstatt, com apresentação da vida de José Kentenich (padre alemão, fundador do movimento), a renovação da “Aliança de Amor” (compromisso diante do Nossa Senhora, à maneira do fundador), na capela do santuário, e visita a uma sala dedicada do fundador, onde se rezou pela sua canonização.

O Movimento de Schoenstatt está a celebrar os 50 anos de presença em Portugal. O jubileu teve início no dia 15 de Setembro passado e termina no dia 18 de Outubro de 2010, tendo como momento alto a peregrinação ao Santuário de Fátima no dia 18 de Abril de 2010. Para este movimento, o dia 18 de Outubro é especialmente importante. Lê-se num prospecto distribuído aos peregrinos do último domingo que foi no dia 18 de Outubro de 1914 que “o P.e José Kentenich e um grupo de jovens seminaristas selaram a Aliança de Amor e se comprometeram com Nossa Senhora a trilhar um caminho de santidade pelo capital de graças”.

No início da celebração da Eucaristia, o sacerdote schoens-tattiano Carlos Alberto lembrou o P.e Domingos Rebelo dos Santos, que foi pároco na Gafanha da Nazaré entre 1955 e 1973 e para esta terra levou o movimento. O Santuário foi i-naugurado no dia 21 de Outubro de 1979. O P.e Domingos Rebelo faleceu no dia 21 de Outubro de 2007. “Ele foi instrumento de Deus”, rematou P.e Carlos Alberto.

J.P.F.