Bento XVI assinalou no domingo a Solenidade de Todos os Santos e a comemoração dos fiéis defuntos, no 2 de Novembro, apelando às orações por todos os que faleceram.
O Papa aludiu à tradição de visitar os cemitérios, nestas datas, referindo aos crentes que “ali, nos túmulos, repousam apenas os restos mortais dos nossos queridos à espera da ressurreição final”.
Perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, Bento XVI disse que “em união com o sacrifício eucarístico, podemos interceder pela sua salvação eterna, e experimentar a mais profunda comunhão, à espera de nos encontrarmos juntos a gozar para sempre do amor que nos criou e redimiu”.
O Papa falou do conceito da “comunhão dos santos “, assegurando que se trata de” uma realidade que infunde uma dimensão diferente à nossa vida inteira”.
“Nunca estamos sozinhos. Fazemos parte de uma companhia espiritual, na qual reina uma profunda solidariedade: o bem de cada um transforma-se em vantagem de todos e vice-versa, a felicidade comum irradia em cada um”, acrescentou.
Neste ano sacerdotal, o Papa quis recordar os “santos sacerdotes”. “Cada um de nós – disse – conserva a memória grata de alguns deles, que nos ajudou a crescer na fé e nos fez sentir a bondade e a proximidade de Deus”.
Bento XVI lembrou ainda a declaração conjunta sobre a justificação (isto é, a salvação), assinada por católicos e luteranos no dia 31 de Outubro de 1999. Existe um consenso entre luteranos e católicos sobre “verdades fundamentais da doutrina que nos levam ao próprio coração do Evangelho e a questões essenciais da nossa vida”, disse.
“Espero com todo o coração que esta importante efeméride contribua para fazer progredir o caminho para a unidade plena e visível de todos os discípulos de Cristo”, prosseguiu.
