Visita pastoral a Anadia começou por Vilarinho do Bairro

D. António Francisco terminou a visita pastoral a S. Miguel de Vilarinho do Bairro no dia 15 de Novembro. A visita às 13 paróquias do arciprestado de Anadia decorrerá até Maio de 2010

D. António Francisco iniciou a visita ao arciprestado de Anadia por Vilarinho do Bairro, paróquia que tem cerca de oito mil habitantes, com 13 lugares de culto. Do concelho e arciprestado de Anadia é a maior em população, sendo pároco o padre Nicolau Miranda Barroqueiro, desde Outubro coadjuvado pelo diácono permanente João Dinis Julião.

A visita do Bispo de Aveiro começou no dia 3 de Novembro, com uma assembleia de agentes pastorais. Apesar da noite fria e chuvosa, reuniram-se cerca de duas centenas de colaboradores: zeladoras da Igreja, ministros extraordinários da Comunhão, cantores, leitores, acólitos, confrades, conselheiros, comissões, etc. O dia seguinte dedicou-o D. António aos idosos e doentes, tendo celebrado a Eucaristia e almoçado no Centro Social da Poutena com os idosos, o corpo gerente do Centro e os presidentes da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro e da Câmara Municipal de Anadia, respectivamente Mário Heleno e Litério Marques.

A sexta-feira, 6 de Novembro, foi dedicada aos estabelecimentos de ensino: três escolas primárias (Poutena, Samel e Vilarinho do Bairro) e a EB 2.3 de Vilarinho do Bairro, com cerca de 350 alunos, 50 professores e mais de uma dezena de auxiliares. Em todas as escolas o Sr. Bispo foi cordialmente recebido e acolhido. “Foi uma verdadeira experiência apoteótica. Perante uma assembleia de alunos e professores com o olhar completamente petrificado e em silêncio a ouvir as palavras do Bispo Diocesano. Foi verdadeiramente impressionante notar com que delicadeza e atenção o acolheram, durante, cerca de uma hora”, conta ao Correio do Vouga o pároco. D. António Francisco apelou ao esforço, trabalho e sacrifício e salientou quão grato está à escola que o acolheu na sua aldeia, porque foi lá que ele revelou querer ser padre. Apelou de igual modo aos valores do respeito, diálogo, compreensão e tolerância, dentro e fora da Escola. Disse o prelado que acredita nos jovens e crianças e que só se consegue ser verdadeiramente feliz quando se trilham caminhos de oração e trabalho. “Ninguém é feliz sozinho, como ninguém aprende sozinho”, “pedia-vos que sonhásseis o futuro com generosidade, deixando para trás atitudes violentas”. “Criai bom ambiente na escola, através do respeito e da ajuda mútua”, apelou o Bispo de Aveiro.

À noite, D. António reuniu com os jovens receberiam o Crisma e realçou que podem ser eles os dinamizadores e transformadores da sociedade e da Igreja. “O mundo precisa de vós, da vossa criatividade”, disse D. António, que também apelou à vocação ao ministério ordenado e de consagração. A Semana dos Seminários estava prestes a começar. No dia seguinte, o Bispo de Aveiro encontrou-se na Igreja Matriz com cerca de três centenas de crianças e adolescentes vindos dos três núcleos de catequese: Poutena, Vilarinho do Bairro e Nossa Senhora de Fátima (Azenha). No sábado, visitou alguns doentes e idosos da comunidade.

O encerramento da visita pastoral realizou-se uma semana depois, no dia 15 de Novembro, numa Eucaristia na Igreja Matriz em que 27 jovens celebraram o sacramento do Crisma.

Instituições pastorais para o futuro

Na homilia da Missa de encerramento da visita pastoral, o Bispo de Aveiro reconheceu que é exigente trabalho pastoral do pároco, que tem ainda sob a sua responsabilidade as paróquias de S. Lourenço e de Óis do Bairro, e apontou “algumas intuições pastorais para o futuro”.

“A primeira intuição centra-se no valor que dais à evangelização e à catequese. O anúncio do evangelho, a catequese e a formação da fé são aqui hoje como o devem ser em todo o lado e sempre a prioridade das prioridades. Louvo-vos pelo esforço que estais a fazer”, disse A segunda é o “imperativo de viver em comunhão numa comunidade dispersa e distribuída” por 13 lugares. “A centralidade da Igreja matriz e a comunhão sentida por toda a comunidade reunida à volta do altar e em torno do pároco são meios e formas de consolidar e fortalecer esta comunhão”, referiu.

Como terceira intuição apontou o crescimento na fé e a co-responsabilidade dos leigos na vivência participativa na vida da Igreja, em instâncias como o Conselho Económico, Conselho de Pastoral, movimentos apostólicos, grupos de catequese e de jovens, Cursos de Cristandade, Renovamento Carismático, os grupos Cáritas, etc., com atenção a à pastoral juvenil e vocacional.