18 de Novembro, na história de Aveiro

1488 — A Princesa Santa Joana doou ao seu fiel escudeiro e antigo mestre-sala Jorge da Silva um pedaço de terreno e água no vale do Borraçal, entre Valado, Moita e Eixo, que depois se chamou prazo de Granja e Quinta da Oliveirinha, então no termo da vila de Eixo.

1547 — Quando se encontrava à porta da livraria de João Fernandes, em Lisboa, o Padre Fernão de Oliveira, que regressara de Inglaterra e se apresentava como embarcadiço, foi descoberto por Mestre André de Resende, que o indicou ao livreiro João de Borgonha, seu inimigo. Este, depois de acalorada discussão, denunciou-o como herético ao Santo Ofício, originando assim a organização de um processo e a prisão e condenação do insigne aveirense.

1555 — O Dr. Pedro Lopes de Vilarinho, provedor e contador dos resíduos na Câmara de Coimbra, ordenou ao juiz e mordomos da Confraria de Santa Maria de Sá que não consentissem que a cruz daquela corporação se entregasse em nenhum tempo para qualquer procissão da vila de Aveiro ou de outra parte.

1567 — Foi passada carta da comenda de S. Miguel, da vila de Aveiro, a Frei Manuel Teles Barreto.

1768 — Foi baptizado na igreja de Nossa Senhora da Apresentação o ilustre aveirense Padre Dr. Francisco de Paula de Figueiredo, poeta de algum merecimento e considerado por muitos o maior orador sagrado português do seu tempo.

1795 — Faleceu em Aveiro o italiano João Baptista Locatelli, que aqui, em 1761, com a protecção do Marquês de Pombal, fundara e dirigira uma fábrica de tecidos e estamparia de algodão.

1869 — Saiu do Convento da Madre de Deus, em Sá, a caminho de Lisboa e de Calais, na França, a jovem aveirense Maria Augusta, filha ilegítima de António Augusto Coelho de Magalhães, irmão de José Estêvão – o que provocou vivos protestos em artigos de jornal e em folhetos impressos. Tendo feito o noviciado na França, professou com o nome de Irmã Branca na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (de Calais) e fez parte do primeiro grupo destas religiosas que veio para Portugal e fundou o Colégio de Nossa Senhora do Pranto que existiu em Ílhavo até à proclamação do Regime Republicano.

1912 — Faleceu em Aveiro José Ferreira da Cunha e Sousa, comendador da Ordem de Cristo e conselheiro de Sua Majestade, que nascera em Ílhavo em 5 de Abril de 1813; foi secretário-geral do governo civil de Aveiro e exerceu sucessivamente o cargo de governador civil dos Distritos de Viseu, Leiria, Coimbra e Santarém. Além de outros escritos, redigiu a «Memória de Aveiro, no século XIX», que foi publicada no «Arquivo do Distrito de Aveiro».

1916 — Pelas 20 horas e 20 minutos produziu-se o encalhe do navio «Desertas» ao norte da Vagueira e a meia milha ao sul dos palheiros e armações da pesca da Costa Nova de Aveiro, iniciando-se a partir deste momento uma odisseia de recuperação e salvamento do navio, que durou até 20 de Março de 1920, data em que o navio saiu da barra de Aveiro (16h40) para voltar a navegar.

1924 — Como publicação quinzenal, dirigida por José Bernardino Duarte, saiu o primeiro número de Salus, que se dizia uma «revista da Alma Cristã, do Espírito Português».

1978 — O Centro Social Paroquial da Vera-Cruz, já legalmente existente desde 1 de Fevereiro de 1973, inaugurou oficialmente um Jardim de Infância.

Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.