O desemprego que se tem vindo a agravar em Portugal é uma das principais preocupações da Igreja em Portugal e particularmente entre os Bispos da Província Eclesiásticas de Braga, revelou D. Jorge Ortiga no final da reunião que decorreu esta Segunda-feira em Viana do Castelo.
O Arcebispo Metropolita disse que esta reunião trimestral dos Bispos da região é um encontro “informal” onde na maioria das vezes não existe “agenda prévia, mas que serve para colocar na mesa as opiniões e preocupações mais prementes e encontrar uniformidade de acção pastoral”.
Na reunião, os Bispos reflectiram sobre formas concretas de estar próximo das situações mais precárias, nas respectivas dioceses, e, em particular, na quadra Natalícia que se aproxima, das famílias que estão a viver maiores dificuldades. “Cada diocese saberá dar respostas concretas” para minimizar o sofrimento, assegurou D. Jorge Ortiga.
Reconhecendo que “há problemas estruturais” cujas respostas não competem à Igreja, nem esta tem meios, D. Jorge Ortiga sublinhou que associadas a esta questão estão preocupações de “direitos sociais fundamentais”, como direito à família, à habitação, entre outros.
Relacionado com esta temática, o Arcebispo de Braga recordou as recomendações saídas da Semana Social, que “importa agora que todas as dioceses estudem reflictam e avancem com respostas para as realidades concretas”.
Sobre a mesa dos Bispos das Dioceses de Aveiro, Coimbra, Viseu, Lamego, Porto, Bragança-Miranda, Vila Real, Braga e Viana do Castelo esteve também a regulamentação legal da Assistência religiosa nos Hospitais, Prisões e Forças de Segurança.
Segundo D. Jorge, neste domínio há uma experiência que “urge aprofundar”. Para além da convivência com as outras confissões religiosas, a novidade é a possibilidade de também “fiéis leigos poderem prestar esta assistência religiosa” nos hospitais, “chamando o sacerdote nos casos em que se imponha”.
Após a reunião, os Bispos puderam visitar na cidade de Viana o túmulo e a cela do Beato Frei Bartolomeu dos Mártires, no Convento de S. Domingos e os Estaleiros Navais.
Paulo Gomes
