A Cáritas está preocupada com o crescimento do desemprego e as novas formas de pobreza que tocam em todas as paróquias portuguesas, revelaram os seus representantes, reunidos em Fátima.
Os representantes de dezoito Cáritas diocesanas disseram que “é urgente rasgar caminhos e não pactuar com acções de anestesia geral”. “Se não damos voz às pessoas, contribuímos para o agravamento dos dramas que as afectam”, lê-se nas conclusões do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa.
Segundo a organização católica, nos dados comparativos com Abril 2009 nota-se um aumento substancial (mais de 25%) de novos casos que contactaram com os serviços das Cáritas.
“A falência de várias pequenas e médias empresas, algumas mesmo de dimensão familiar, estão a gerar graves carências aos empresários/as e respectivas famílias. Para além de não terem o direito ao subsídio de desemprego, alguns estão a ser alvo de penhoras por dívidas às Finanças e à Segurança Social”, alerta a Cáritas.
Os participantes no encontro sugeriram a Cáritas deve implementar uma “educação para a poupança”. Na missa de encerramento, D. Carlos Azevedo afirmou que é “essencial” o aumento do ordenado mínimo.
