Promessas escutistas de cinco dirigentes e 21 exploradores Numa Missa Campal, no meio da natureza, “catedral sem tecto”, 21 jovens e cinco adultos fizeram a promessa escutista, concluindo-se assim o processo de fundação do Agrupamento de Rocas do Vouga, o nº 1286 do Corpo Nacional de Escutas
A cerimónia, sob presidência do Bispo de Aveiro, na tarde do último domingo, foi muito participada pelo povo de Rocas do Vouga e por vários agrupamentos da Região de Aveiro. Também estiveram presentes os autarcas da freguesia e do concelho.
Na homilia, D. António Marcelino realçou que as famílias de Rocas do Vouga têm agora uma “quarta escola” que ajudará os seus filhos a “serem leais, a respeitarem os outros, trabalharem em grupo, a respeitarem a natureza” – valores típicos do escutismo católico. As outras escolas são, em primeiro lugar, a própria família, que é “a principal escola”; depois, a escola propriamente dita; e ainda a catequese, “com os professores voluntários que são os catequistas”.
À semelhança da família, que educa através dos pais, dos avós e dos irmãos mais velhos, no escutismo educam os dirigentes, “‘irmãos mais velhos’ de quem se aprendem os conselhos e se recebe a ajuda”. Dirigindo-se a estes, o Bispo de Aveiro advertiu: “O agrupamento vale o que valerem os seus chefes. Os problemas dos agrupamentos são os problemas dos chefes”. A Região de Aveiro (circunscrição escutista correspondente à diocese) tem 400 dirigentes.
À população de Rocas, em Dia da Comunidade (que incluía um leilão cujas ofertas revertiam para o Centro Paroquial, que servirá também para sede do agrupamento), D. António deixou o apelo: “Acarinhai muito os escuteiros”, e contou o caso de um jovem que conquistou um posto de trabalho numa empresa por ter posto no seu currículo: “Sou escuteiro desde criança”. A “escola de comportamentos, valores e atitudes”, que é o escutismo, ensina a trabalhar em equipa, e isso pode ser determinante para arranjar emprego.
A terminar a cerimónia, foi atribuído pelos serviços nacionais do CNE ao município de Sever do Vouga, na pessoa do Presidente da Câmara, Manuel Soares, um “Diploma de Mérito”, devido à ajuda que a Câmara Municipal deu à realização do acampamento regional. Em Agosto de 2004, dois milhares de escuteiros estiveram acampados na Serra do Arestal. A Câmara Municipal cedeu transportes e instalou uma rede de água, saneamento e electricidade, para esses sete dias.
