João Barbosa tomou posse, no sábado, 2 de Julho, como governador do Distrito 1970 do Rotary Internacional, designação que abarca os 81 clubes de rotários de Leiria para norte do país. Bancário reformado, este membro do clube, que em Aveiro é presidido por João Pedro Dias, será responsável, em 2005/06, pela ligação dos 2500 rotários do norte de Portugal com os órgãos do Rotary Internacional.
Qual é a função do governador?
É da ligação entre o Rotary Internacional e o Rotary Português, para apoiar os projectos que estão em curso. Vou seguir as pisadas do presidente do Rotary Internacional, o sueco Carl-Wilhelm Stenhammar, no lema de 2005/06: “Dar de si, antes de pensar em si”. Neste lema, veja um impulso a um “sim” ao serviço e às responsabilidades que assumimos quando aderimos ao Rotary: trabalhar para os outros e em favor da paz. Em concreto, o meu papel será reforçar os projectos que estamos a desenvolver. Procura-rei, também, reforçar a imagem pública do Rotary – que a sociedade nos conheça um pouco melhor.
Quais sãos os principais projectos internacionais?
O grande projecto continua a ser a erradicação da poliomiolite a nível mundial. Desde 1987, já investimos nesta campanha 600 milhões de dólares e temos parceiros como a fundação Bill Gates e a OMS. Vamos continuar. Tem sido um trabalho muito difícil. Chegou-se a pensar que em Junho deste ano estaria controlada, mas vamos ter de continuar com esse programa.
E a nível nacional?
Estamos a fomentar o ensino em Timor, com 80 escolas. Pagamos a professores nessas 80 escolas. É um projecto totalmente português. E estamos a equipar o Hospital da Guiné, que está num estado deplorável. Somos talvez o maior clube voluntário do mundo. Ajudamos com o nosso talento e com o nosso trabalho.
Mas também desenvolvem projectos a nível local…
O Rotary Internacional fez cem anos e fomos agraciados pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem de Mérito. Em Aveiro, comemoramos, há dias, 51 anos. Este ano fizemos uma exposição de algumas actividades na Avenida Lourenço Peixinho. E, dentro de dias, vamos receber a Medalha de Prata do município. Por outro lado, vai ser reposto o nome de Carlos Aleluia, fundador do Rotary Clube de Aveiro, numa rua, do lado direito do canal, até ao centro de Congressos. Esperamos em breve ter uma nova sede, onde vamos fazer um pequeno museu com o nosso espólio.
Temos também o projecto do Banco Alimentar Contra a Fome, que foi fundado em Aveiro pelo Rotary, e um banco de instrumentos hospitalares em parceria com as Florinhas do Vouga.
Disse que pretendia reforçar a imagem pública do Rotary. O objectivo é evitar que se pense no Rotary como uma elite?
Não somos um “grupo que faz jantares” e de “elite social”. Se escolher pessoas que consideramos sérias, dignas e líderes – é isso que nós fazemos – é ser de elite, então somos elitistas. Fazemos jantares e todas as semanas tomamos café juntos, mas até Jesus Cristo o último acto que fez foi cear com os apóstolos. A mesa aproxima as pessoas e torna o convívio mais aberto, para o desenvolvimento da harmonia e da paz.
