Retrato e caricatura

Ponta de Lança O tempo é notoriamente de carestia, de sacrifício!

Um pouco por todo o lado o país, e também a região de Aveiro (que não é das mais deficitárias?!), sofre com a variedade de obstáculos que a conjuntura impõe!

Já vimos barcos a ficar no cais, lavradores convertidos em carpinteiros e carpinteiros em trolhas; já vimos professores a varrer ruas e advogados e servir à mesa; já vimos hospitais a necessitarem de profissionais de saúde e escolas de saúde sem alunos por causa dos bur(r)ocratas!

Civilizações caíram porque se deixaram carcomer por dentro: tudo o que era agradável e belo era licito e tudo o que era licito só poderia ser agradável e belo; homens casaram com homens e as fêmeas matavam as suas crias. Depois da tempestade, das suas espadas, [os povos] forjaram relhas de arados, e das suas lanças, foices» (Is 2, 4).

Bem sabemos que passados alguns séculos o retrato confunde-se com a caricatura e os povos dos seus arados começam a forjar espadas e as suas foices em lanças! Tudo o resto está próximo do fim!

Os que recebem pouco têm contrato (às vezes), trabalham muito e não recebem; mas continuam a trabalhar apenas para garantir que ninguém poderá argumentar que a sua ausência é sinal de anuência.

Os que têm muito, não cumprem os contratos, trabalham pouco, fogem da entidade patronal e ainda recebem mais!?

Isto está mesmo de “pernas para o ar, não está?

Volta Miguel!

Desportivamente… pelo desporto!