Paróquia de Vale Maior Depois de renovado e ampliado, foi benzido por D. António Marcelino, no dia 10 de Julho, o Centro Paroquial de Vale Maior, com a presença de centenas de paroquianos, autarcas e autoridades civis.
A obra teve por base uma estrutura com mais de vinte anos, onde funcionava a residência paroquial, salão e salas de catequese, mas que já não correspondia às necessidades da paróquia. “Entretanto as exigências mudaram”, afirma o Pe Francisco Melo, “e as salas eram pouco acolhedoras”, pelo que houve necessidade de obras, com quatro objectivos, conforme descreve o pároco de Vale Maior e Ribeira de Fráguas: “Criar condições de segurança. Havia salas só com uma saída. Ora, por vezes, estão cem crianças dentro de uma sala. Agora todas têm dois pontos de saída.” O segundo objectivo foi a acessibilidade, para que crianças ou jovens “não tenham de abandonar a catequese ou o grupo de jovens – como já aconteceu – por não terem acesso”. O terceiro objectivo foi a criação da sede para o Agrupamento de Escuteiros, que congrega 45 crianças, jovens e adultos de Vale Maior. Por último, as obras permitiram equipar o salão polivalente com equipamentos multimédia e a criação de um “espaço de convívio intergeracional, com especial preponderância para idosos”. Ou seja, um café com uma sala de convívio que acolherá idosos durante o dia e jovens durante a noite.
Paróquia aberta à sociedade
As obras custaram cerca de 150 mil euros e foram suportadas por fundos do governo central, da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, da Junta de Freguesia e da própria paróquia. Além dos serviços paroquiais, as instalações servem o Centro Social Paroquial de S.ta Eulália (que tem 60 crianças em ATL e presta apoio domiciliário a 47 pessoas – para breve prevê-se a criação de novas instalações para o Centro Social, a cerca de quinhentos metros das actuais, na antiga Fábrica de Papel do Prado, estrutura industrial desactivada há vários anos) e a Extensão de Saúde de Vale Maior.
Para o Pe. Francisco Melo, há dez anos na paróquia, esta parceria com outras entidades – como também se verifica com a cedência de instalações paroquiais para o funcionamento de uma associação cultural e desportiva no lugar de Vila Nova de Fusos – revela que “a Igreja está aberta à sociedade”. “O Conselho Económico-Pastoral preocupa-se em ceder espaços e está aberto à colaboração com outras instituições, para promover o bem comum. O importante é o desenvolvimento da terra”, conclui.
J.P.F.
