25 anos do Solidariedade Ao celebrar os 25 anos do nascimento do sindicato Solidarnosc (Solidariedade), Lech Walesa atribuiu a João Paulo II a inspiração deste movimento, em particular o seu carácter pacífico. “Ele não nos pediu que fizéssemos uma revolução, não pediu um golpe de Estado; sugeriu que tínhamos que definir-nos a nós mesmos”, afirmou o líder sindical que ajudou a depor o regime comunista na Polónia.
“Então a nação polaca e outras despertaram” – apontou o electricista, que se converteu no primeiro presidente democrático do país depois da Guerra. Walesa declarou que a visita de João Paulo II, em 1979, à Polónia deu aos polacos o valor para rebelar-se contra os líderes comunistas do país.
“Independentemente do que hoje se pensa ou do preço que pagamos então, conseguimos fechar uma época de divisão, de blocos e de fronteiras, abrindo o caminho para uma era de globalização” – acrescentou no seu discurso.
As celebrações dos 25 anos do Solidarnosc culminaram no dia 31 de Agosto, com uma missa em Gdansk, à qual assistiram vários líderes mundiais, entre os quais o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Na celebração, que teve como enviado especial do Papa o novo arcebispo de Cracóvia e antigo secretário de João Paulo II durante quatro décadas, D. Stanislaw Dziwisz, foi lida uma mensagem de Bento XVI, em que se destacava a missão do sindicato na reunificação da Europa.
Sindicato mostrou “caminho da liberdade e da democracia”
“Todos nos damos conta do grande significado que teve nas vicissitudes da Polónia e na história de toda Europa o surgimento deste sindicato”, escreve Bento XVI. “Não só provocou de maneira pacífica na Polónia inimagináveis mudanças políticas, introduzindo o povo polaco no caminho da liberdade e da democracia, mas também indicou aos demais povos do antigo bloco oriental a possibilidade de reparar a injustiça histórica pela qual haviam ficado do outro lado da «cortina de ferro”, acrescenta.
O pontífice recorda na sua carta o trabalho de João Paulo II para que “este acto de justiça histórica acontecesse e a Europa pudesse respirar a dois pulmões, o ocidental e o oriental”.
Na eucaristia, D. Dziwisz constatou que “nesta cidade os operários pronunciaram de uma maneira nova e num contexto novo a palavra «solidariedade». Pronunciaram-na com toda sua força e determinação, pois não podia seguir-se tolerando um sistema que se alimentava da inveja, da luta de classes, da luta de um povo contra outro, do homem contra o homem”.
J.P.F/ Ecclesia
