A escola, o bom, o mau, o vilão e… o burro!

Ponta de Lança Em 1966, Sergio Leone realizou o filme! Tentando ajustá-lo ao tempo actual, inspirará qualquer apontamento desportivo no início de mais uma época escolar!?

O título acabou por ser glosado em muitas circunstâncias de então para cá. Inevitavelmente, sentimo-nos impelidos a aplicar os vários epítetos aos acontecimentos que agora galoparão pela pradaria, pela estepe, pelo deserto, isto é, pelas mais variadas experiências educativas que, até Julho, absorverão milhares de cabeças.

Clint Eastwood encarnou o papel do homem sem nome, o impiedoso cowboy, qual justiceiro solitário, Lee Van Cleef foi o actor escolhido para ser o “mau” e, o “vilão”, Eli Wallach, o patife, aquele personagem, impiedoso e ganancioso, que apesar de tudo, acaba por merecer viver no final do filme.

Os três cowboys encerram assim uma empresa de proporções épicas, a um ritmo alucinante, de duelos e alianças constantes, sempre com a Guerra Civil americana como pano de fundo.

E agora?

A escola é o espaço, o temporal e o sistema!

Aqui o bom é, naturalmente, a essência de todo o processo, da mais nobre das artes, a arte de criar artistas, isto é, acompanhar a criança, o jovem, o adulto na descoberta do mundo, do que o rodeia e todas as suas interacções e compreensões; ajudar a abrir à diversidade e à diferença!

O mau. Todos os indicadores, normativos e serviços noticiosos já o detectaram. O mau tem um nome, é horroroso, falso; o seu olhar fratricida denuncia-o, chama-se défice! Esse mesmo! É preciso aniquilá-lo a qualquer custo!

O Vilão. Não é um qualquer, é um que são muitos; são, pelas medidas adoptadas, aqueles que sem fazer nada ganham a vida de férias a férias!

Por fim, é preciso não esquecer, falta a montada, o burro, o que não pensa, o que pensa que sabe, … não é fácil de encontrar!

Ou talvez seja! É o futebol! Pois é, entretém das mentes, a força desaceleradora do país!

Ainda bem que não passa de ficção!

Desportivamente… pelo desporto!