Duas notas

Reaprender… para viver melhor Não resisto à ideia de acrescentar duas considerações finais sobre o sacramento da Confissão, que têm que ver mais directamente com o ministro do sacramento.

A primeira nota diz respeito à “encenação” do acto. E começo por referir a apresentação do próprio sacerdote ou bispo. As pressas não podem desculpar a falta de dignidade no modo de se vestir, de se colocar no espaço penitencial. Mesmo em “sessões” de confissões, apresentar-se de túnica e estola, posicionar-se num espaço visível, agradável e enquadrado do templo, proporciona um ambiente digno.

Outra questão, mais importante ainda, prende-se com a iluminação da Palavra, que o sacramento supõe. O Ritual prevê uma série de pequenos textos bíblicos, que devem ser lidos ao penitente. A pressa não pode dispensar um elemento que é comum nos sacramentos: a proclamação da Palavra de Deus, ilustrativa do próprio sentido do gesto sacramental. Pelo nosso atabalhoamento pastoral, não temos o direito de privar o povo de Deus do alimento que o nutre, que o esclarece, que o motiva.

Q.S.