O arranque das sessões de EFATHA’s deste ano aconteceu no passado sábado e contou com a presença do Padre Luis Costa, pároco da diocese de Coimbra, que veio a Aveiro falar de “Ser pessoa na Igreja – direitos e obrigações”. A formação contou com a pressença de cerca de duas dezenas de jovens que, durante a manhã e a tarde de sábado, estiveram a reflectir os deveres e as obrigações de todos os fiéis à luz das mudanças que ocorreram na igreja depois do Concílio Vaticano II.
O formador foi recordando as principais diferenças que, após o concílio, permitiram à Igreja pensar e falar de si própria, tudo porque, após este concílio, os leigos passaram de asisstentes a participantes. Ao povo de Deus foi reconhecida triplíce função: profética, sacerdotal e real.
A Igreja, enquanto sociedade, distingue-se das restantes pelo seu fim de salvação e pelos seus meios, os sacramentos. Mas, à semelhança das outras sociedades, e para viver segundo alguma ordem, constitui-se com pessoas (fiéis), cujos deveres e direitos estão consagrados num documento que muito poucos fiéis conhecem, o Código de Direito Canónico.
A vocação dos leigos foi o assunto que encerrou o encontro. O Pe Luís Costa levou os jovens a perceber que, enquanto agentes apostólicos, os leigos tem a “sorte” de ter como “habitat natural” uma sociedade onde são “chamados a santificar o mundo”.
Direito canónico na Igreja Católica
O direito canónico é o conjunto das normas que regulam a vida na comunidade eclesial e está directamente relacionado com o dia-a-dia de mais de mil milhões de católicos, visto que todos têm direitos e deveres dentro da Igreja. O actual código canónico foi promulgado pelo papa João Paulo II no ano de 1983, abrogando, isto é, substituindo o código anterior, datado de 1917.
