Ponta de Lança Todos eles como nós somos franceses na perturbante missão de compreender o que se passa, de ir à procura das causas últimas (ou primeiras)!
Todos os que se preocupam um pouco para além do seu quintal, já se confrontaram com tudo o que resume o binónimo choque socio-cultural ou fracasso das políticas de integração social: em França? Como é possível?!
Mas afinal o que é a França? Um apontamento histórico dos mais elementares (busca na Internet! Com a devida vénia à Wikipédia, a enciclopédia livre):
Childerico I (437-482), foi um rei da Dinastia Merovíngia, o último dos reis pagãos no território que se tornaria a actual França. Sucedeu a Meroveu. Reinou entre 463 e sua morte em 481. Teve como esposa Basine da Turíngia. Combateu os visigodos ao lado do general romano Aegidius. Foi sucedido pelo seu filho, Clóvis I.
As fronteiras da França moderna são muito semelhantes às fronteiras da antiga Gália, território habitado pelos gauleses, de origem Celta. A Gália foi conquistada pelos Romanos no século I a.C., e os gauleses acabaram por adoptar a cultura e a língua latinas.
Apesar de a monarquia francesa ser muitas vezes datada do século V, a existência da França como país começa no século IX com o Tratado de Verdun, que definiu a divisão por Carlos Magno do Império Franco em uma parte a Leste e uma parte a Oeste. A parte Leste pode ser considerada como o inicio da Alemanha actual, a parte Leste como a França.
Os francos formavam uma das várias tribos germânicas que adentraram o espaço do império romano a partir da Frísia como foederati e estabeleceram um reino duradouro na área que cobre a maior parte da França dos dias de hoje e na região da Francônia na Alemanha, formando a semente histórica de ambos na actualidade.
O reino franco passou por várias partilhas, já que os francos dividiam a sua propriedade entre os filhos sobreviventes, e como não tinham um senso amplo de uma res publica, conceberam o reino como uma grande extensão de uma propriedade privada. Essa prática explica em parte a dificuldade de descrever com precisão as datas e limites físicos de quaisquer um dos reinos francos e quem reinou sobre as várias secções. A retracção da alfabetização enquanto os francos reinaram agrava o problema: eles produziram poucos registros escritos. Em essência no entanto, duas dinastias de líderes sucederam uma a outra, primeiro os merovíngios e depois os carolíngios.
A palavra franco significava “livre” na língua franca. A liberdade não se estendia às mulheres ou à população de escravos que se instalou junto com os francos livres. Inicialmente havia duas subdivisões principais entre os francos: os francos sálios (“salgado”) e os ripuários (“rio”). Por volta do século IX essa divisão tornara-se virtualmente inexistente, mas continuou por algum tempo a ter implicações para o sistema legal sob o qual a pessoa poderia ser julgada.
A França! Quem diria?
Dúvidas? Então olhemos para o futebol, para parte da mais recente convocatória da selecção A. De onde são estes gauleses? David Trezeguet, Anelka, Boumsong, Abidal, Gallas, Dhorasso, Thuram, Makelele, Govou, Vieira, Cisse,… eis os “bleus”, a selecção gaulesa, isto é, francesa,… complicado!?
É fácil perceber o que nos acontece (a todos!) lá em França?! Não é?
Mãos à obra. Um ciclo da história começa a fechar-se.
Desportivamente… pelo desporto!
