Autarquia interessada na Carreira de Tiro

Ílhavo Na mata da Gafanha, já no perímetro urbano da Gafanha de Aquém, encontram-se as praticamente abandonadas instalações da designada “Carreira de tiro”, que serviu, durante muitos anos, como “escola” de tiro não só para os militares dos desactivados quartéis da cidade de Aveiro (antigos R10 e BIA), mas também para as forças militarizadas e de polícia.

Junto à esta antiga estrutura militar, estende-se a Quinta da Boa-vista, para a qual existe um ambicioso projecto de urbanização, onde se incluem estruturas de interesse turístico, bem como inúmeras moradias, terrenos agrícolas e ainda duas ou três unidades industriais.

Devido ao estado de abandono em que se encontram estas estruturas, e também pela sua localização no perímetro urbano da Gafanha de Aquém, à Câmara Municipal de Ílhavo interessa “o que se prende com a antiga Carreira de Tiro, pelo que estamos a lutar pela sua desactivação legal imediata, porque a desactivação prática já há muito que ocorreu”, sublinha o respectivo presidente, Ribau Esteves.

Já no que se refere ao antigo campo de treino militar, que ocupa uma grande área florestal da Mata Nacional da Gafanha, o autarca considera que, “neste momento, há algumas dúvidas sobre quem é, de facto, proprietário e gestor do chamado campo de tiro, toda essa zona imensa que vai desde a Zona Industrial da Mota até à Gafanha de Aquém”; no entanto, garante que a autarquia a que preside pretende que “essa área continue como uma zona florestada, sujeita ao regime florestal nacional e incluída na Reserva Ecológica Nacional”.

C. F.