Após o anúncio no passado sábado, 6 de Fevereiro de 2010, através da Internet, de que está adjudicado este troço à firma Soares da Costa, a associação Auranca, que tem vindo a manifestar-se contra o traçado aprovado da A32 (Coimbra-Oliveira de Azeméis), reuniu-se ontem noite, na sede de Junta de Freguesia da Branca, a fim de tomar uma posição que tudo indica deverá ser radical.
Antes de reunião, o Correio do Vouga contactou a presidente da associação, Nélia Oliveira, que disse estarem em cima da mesa medidas radicais como os cortes da Estrada Nacional n.º 1/IC2 e do caminho-de-ferro do Vale do Vouga.
Contudo, diz-se nos “bastidores” que há uma possibilidade de negociação, após esta adjudicação, que poderá passar por atirar a auto-estrada mais para nascente, num espaço-canal de 400 metros, entre os lugares da Espinheira e Nobrijo, desta mesma freguesia da Branca, desviando-a da Estação Arqueológica de S. Julião e evitando taludes que poderiam atingir 30 metros de altura. O tal traçado segue depois o mesmo trajecto já estabelecido por detrás da Capela de Nossa Senhora da Aflição, em Casaldima, junto ao Alto da Cruz, dando ligação a um viaduto com uma extensão de 800 metros e com uma inclinação de 6%, o máximo permitido por lei.
Alírio Silva
