O carmelita Alpoim Alves Portugal tem-se desdobrado em comunicações sobre Santa Teresa. De passagem por Aveiro, a preparar a vinda do dia 9, o Correio do Vouga colocou-lhe três questões.
Que sentido faz hoje venerar as relíquias?
No caso de Santa Teresa, venerar é conhecer a sua mensagem. As relíquias são algo que está aí, mas que passa. O que fica é a mensagem. Se as relíquias não nos aproximarem da mensagem, foi inútil a vinda. Não nos aproximamos de uns pedaços de ossos ou de cinzas, mas de uma vida marcada pelo Evangelho.
O que poderá Teresa dizer às pessoas de hoje?
“Deus ama-nos (nos)”. Deus é amor. Esse é o centro da mensagem de Santa Teresa, como já afirmara S. João. Teresa a partir do amor desenvolve a paternidade divina.
Como tem sido a recepção das relíquias?
Não tenho palavras para descrever o que vejo ou o que eu próprio senti. Desde o aeroporto de Lisboa, onde havia um multidão a recebê-la, até à diocese castrense, tem havido uma ânsia enorme. As pessoas estão à espera e recebem-na como sua. Santa Teresa é do povo.
