Debate

Ponta de Lança Estamos na era do confronto de ideias; dos confrontos sem ser de ideias; da liberdade de expressão; da publicidade; das estratégias de convencimento sem conhecimento empírico do produto. Por isso e não só por isso, a verdade, a lealdade, a ética, as constantes e as mutantes axiológicas têm de se socorrer de variadíssimos meios para se poderem afirmar. Aquilo que deveria ser intrínseco à convivência e vivência dos grupos sociais, passou a depender de factores externos para se consolidar ou pura e simplesmente ser referenciado por especial favor, algo (lamentavelmente muitas vezes) pouco menos que acessório.

Se a introdução serve para enquadrar muitas situações e problemáticas – mesmo para além dos valores – queremos, no dia em que se iniciam os debates, repletos de esperanças esclarecedoras (assim mesmo, como a mulher que dá à luz… para que a montanha não para um ratito!) para que o eleitorado escolha o mais alto dignatário da Nação, o Chefe de Estado, o Presidente da República, a introdução a este apontamento reafirma o desejo de ver claro o que cada um não fará!

Não fará? Isso mesmo. Parece-nos evidente que todos os portugueses pretendem, no essencial, que o Presidente da República, por aquilo que até aqui tem sido explanado ordeira e desordeiramente, não seja uma série de coisas, todas as que não estão na Constituição: factor de instabilidade, desagregador das medidas governativas, Rainha de Inglaterra; etc.

O segundo caso, de amplo debate para o momento, é o que se vai dizendo e comparando, o “caso apito dourado”!

O assunto, pelas expectativas criadas, pelo reboliço causado, não se ajeita ao fato. Apito? Dourado? Vai parecendo que os apitos eventualmente envolvidos são autênticos peões, vá lá, sinaleiros; apenas ajudam à fluidez do tráfico, desculpem, do tráfego! E o dourado? Não deveria ser também tejado? Sado, vougado, … há para ali muita água. A não ser que aquilo tenha a ver com punhos dourados, colarinhos cor de ouro! Se for assim… está bem! Nasceu à beira d’ouro!

A justiça, na escolha do Presidente e no caso referido, deveria ser na praça pública!

Desportivamente… pelo desporto!