1. O que significa “Sião”, nome tão frequente na Bíblia e que por vezes surge como “Filha de Sião”?
a) Jerusalém
b) Refere-se à monarquia de David
c) Refere-se à Babilónia
d) Não se sabe
2. Qual destes foi o primeiro filho de David?
a) Absalão
b) Adonias
c) Amnon
d) Salomão
3. O Evangelho de São Mateus afirma que Jesus, menino, foi visitado por “uns magos vindos do Oriente”, mas nunca refere que eram três. De onde terá vindo esse número?
a) Três é um número sagrado
b) A tradição diz que são três porque ofereceram três presentes, ouro incenso e mirra.
c) Se fossem dois eram de menos; se fossem quatro eram de mais.
d) Eram três, mas deviam ser quatro, porque um perdeu-se pelo caminho.
4. Quem dividiu a Bíblia em capítulos?
a) Os Padres da Igreja (teólogos dos primeiros séculos do cristianismo)
b) Os primeiros cristãos
c) Santo Agostinho
d) Um bispo inglês
Respostas:
1. a) Sião refere-se a Jerusalém. Trata-se do antigo nome da fortaleza de Jerusalém (2 Sm 5,7). Por extensão, passou a ser aplicado a toda a cidade de Jerusalém. “Filha de Sião” inicialmente referia-se a um bairro novo (Sf 3,14-18). Mais tarde passa a significar toda a população da cidade de Jerusalém. O eco dos escritos dos profetas (Sf 3,14-18 e Zc 9,9) no relato da anunciação (Lc 1,26-28) permite aplicar a Maria o título de “filha de Sião”.
2. c) Amnon era o filho mais velho de David (2 Sm 3,2-5). Foi assassinado por ter violado a sua meia irmã, Tamar (2 Sm 13). Quileab é o segundo, Absalão o terceiro e Adonias o quarto. Salomão, que lhe sucede no trono (filho de David e Bestabé), não está sequer nos sete primeiros.
3. b) Por terem oferecido três presentes, a mentalidade popular deduziu que cada presente era levado por um mago, logo, seriam três. Uma outra tradição refere que cada mago representava um dos continentes então conhecidos: Ásia, África e Europa (e por isso um deles é negro). Esta interpretação popular adequa-se ao sentido do texto evangélico: revelação de Jesus aos povos de todo o mundo (epifania).
4. d) Stefan Langton, que viria a ser arcebispo de Cantuária (Inglaterra). A divisão foi feita em 1220, quando era professor da Sorbonne, Paris. A divisão em capítulos teve um sucesso imediato. A partir do séc. XVI também os judeus adoptaram essa divisão na Bíblia Hebraica. O exemplar que Stefan Langton dividiu em capítulos está na Biblioteca Nacional de Paris. Se pretender consultá-lo, procure o manuscrito nº 14.417.
