É necessário que os católicos reconheçam e estimem com alegria os bens verdadeiramente cristãos que se encontram nos irmãos separados e que são provenientes de um património comum. É justo e saudável reconhecer as riquezas de Cristo e as obras de virtude de outros que dão testemunho de Cristo, às vezes até ao derramamento de sangue: Deus é sempre, com efeito, admirável e digno de admiração nas suas obras.
Também não deve esquecer-se que tudo quanto a graça do Espírito Santo realiza nos irmãos separados pode contribuir para a nossa edificação. Tudo o que é verdadeiramente cristão não se pode opor nunca aos valores genuínos da fé, antes pode sempre fazer com que se alcance o próprio mistério de Cristo e da Igreja.
As divisões dos cristãos são, todavia, um impedimento a que a Igreja realize a plenitude da catolicidade naqueles filhos que lhe pertencem pelo Baptismo, mas que estão separados da sua plena comunhão. E, até para a própria Igreja, se torna mais difícil manifestar a plenitude da catolicidade na realidade da vida e em todos os seus aspectos.
Excerto do nº 4 do decreto
“Unitatis Redintegratio”
O documento “Unitatis Redintegratio”, do II Concílio do Vaticano (1962-1965), aceita e incentiva o ecumenismo, isto é, o diálogo e promoção da unidade entre as várias confissões cristãs. “Um dos principais propósitos do Concílio é promover a restauração da unidade de todos os cristãos”, diz-se logo na abertura do decreto.
O Oitavário de Orações pala Unidade dos Cristãos celebra-se entre 18 e 25 de Janeiro.
