“Gente” é o título da exposição de pintura que Zé Penicheiro tem patente ao público, até ao dia 11 de Fevereiro, no Centro Cultural Regional de Santarém / Fórum Actor Mário Viegas, numa iniciativa da Câmara Municipal de Santarém.
Neste regresso a Santarém, cidade que já lhe havia outorgado a respectiva “medalha da cidade”, Zé Penicheiro foi alvo de mais uma homenagem dos amigos escalabitanos que, dessa forma, reconhecem a obra e as qualidades humanas do pintor.
Se a ria e o mar e as suas gentes são uma paixão constante na obra de Zé Penicheiro, temas que estão representados nesta exposição, o pintor levou para Santarém cerca de três dezenas de obras, onde retrata as gentes de vários pontos do país, nomeadamente as gentes ribatejanas, muito em especial as pessoas e as tradições relacionadas com os touros e as touradas. Para além disso, há telas que retratam memórias de Lisboa e de Coimbra de outros tempos, gentes e temas transmontanos, beirões e de outras zonas do país, porque Zé Penicheiro é um pintor de Portugal, que sente, conhece e ama o povo e as terras do país onde nasceu e vive.
Nesta exposição, um dos quadros que merece um relevo especial, e que ilustra o próprio convite da exposição, inspira-se na imagem do Cristo de Montirás, uma escultura em madeira, do século treze, que está na capela de Santa Iria, na Ribeira de Santarém, e que, em Portugal, é a única imagem de Cristo que tem um braço pendente da cruz, que a lenda diz que é de protecção à pastorinha. Neste quadro, o pintor sublinha que “Cristo está a consolar esta mulher desesperada porque a cheia, que se vê na «janela» ao lado da cruz, lhe invadiu a casa, cheias que são frequentes no Ribatejo”.
C. F.
