Carnaval O Carnaval da Glória, ou da Sé – como também é conhecido – saiu à rua após dois anos de interregno, pelo menos no dia 14 de Fevereiro (o desfile do dia 16 realizava-se já depois do fecho desta edição), apesar do frio. Como este carnaval pouco ou nada tem de brasileiro – logo, não há figurantes tão despidos como noutros carnavais –, o frio terá afectado apenas os espectadores, que como sempre acorreram em grande número.
Ana Maria Santos, de Aveiro, não costuma perder este carnaval. “Sou de Aveiro e todos os anos, quando há, saio para ver este carnaval. Para mim, é uma tradição. Não se paga. Penso que deviam fazer um esforço e organizá-lo todos os anos”, diz a este jornal, notando que este ano foi um pouco mais pequeno em número de figurantes e carros alegóricos. O jovem Paulo Camelo comentou no mesmo sentido: “É um Carnaval pequeno mas bom”. “Os temas são de crítica à sociedade, principalmente sobre o casamento homossexual”, observou. Outra das particularidades deste carnaval tem a ver com o rei D. Glórius e sua consorte. Não são famosos, mas são conhecidos dos aveirenses, ou pelo menos de alguns. “São Hugo e a Cristina – diz Paulo Camelo –, que costumam colaborar com a paróquia, nas Festas de Verão, por exemplo”.
O corso deste ano foi mais pequeno, mas as críticas sociais foram maiores. Além da sátira ao casamento homossexual, apontou-se o dedo aos políticos (“só mudam as moscas”), mas também aos portugueses em geral. “Apesar da crise, vai tudo de férias pelo mundo”, dizia um dos carros. Cumpriu-se a tradição em Aveiro.
J.P.F.
