A Eucaristia é um banquete, o banquete pascal: “Tomai e comei”; “tomai e bebei”. Tratando-se do banquete por excelência, transcendente e misterioso – o dom inestimável de Jesus Cristo, na sua acção salvadora – a distribuição desse Alimento vem precedida de vários elementos preparatórios.
Chamamos ao Pai nosso a oração do Senhor, porque foi a oração que Jesus Cristo nos ensinou a rezar ao Pai. No contexto da celebração da Eucaristia tem uma dimensão especial. Depois da grande oração de acção de graças, coroada com o assentimento dos fiéis – o Ámen -, e antes de nos abrirmos ao dom do Filho, tomamos consciência da nossa filiação divina, para nos assumirmos como irmãos de todos. Unidos a quantos connosco celebram a mesma dádiva, assumidos como irmãos em Jesus Cristo, manifestamos o desejo de que Deus seja a plenitude em todos e pedimos as condições para estabelecer a comunhão perfeita.
Tais dimensões e significados são motivos suficientes para que se não disfarce o texto com adornos desajustados, de melodia ou de palavras. Cantado ou proclamado, o Pai nosso é a oração que o Senhor nos ensinou, que, pelo seu vigor, dispensa e desaconselha quanto lhe possamos acrescentar!
Q.S.
