Olho de Lince A festa ia animada. Era, por si mesma, uma expressão simples, popular, mas profunda, de amor pela sua terra, de apoio àqueles cuja idade ou falta de saúde reclamam gestos concretos de acolhimento, de serviço, que minimize as suas dores e limitações, sobretudo a sua solidão.
É certo que a oportunidade de encontrar amigos e conterrâneos, em terras distantes, constitui sempre também uma mola real para sacrificar muitas coisas e não faltar ao encontro. Mas aquela voz sussurrada calou bem fundo no meu íntimo: “Fiz três horas e meia de avião (de avião, sim senhor!), para estar aqui. Não podia faltar ao encontro dos nossos conterrâneos em favor dos idosos da nossa terra!”
Muitas emoções se proporcionam nestes encontros de emigrantes. Foram incontáveis as demonstrações de carinho e generosidade! Foi sem medida a generosidade dos organizadores! Mas este segredo marcou indelevelmente a animação da festa. E justificou todos os sacrifícios para estar ali, naquela noite.
Q.S.
